Violência na gravidez pode deixar as crianças vulneráveis ao estresse

Bebês cujas mães sofreram maus tratos domésticos na gravidez tem genes alterados

Por Minha Vida - publicado em 21/07/2011


As crianças nascidas de mães que passaram por altos quadros de estresse durante a gravidez apresentam alterações genéticas que podem torná-los mais vulneráveis ao estresse, mostra um estudo desenvolvido na Univerdade de Konstaz, Alemanha.

O estudo descobriu que crianças e adolescentes, cujas mães tinham sido vítimas de violência doméstica durante a gravidez, podem ter o gene associado ao estresse alterado, resultando em problemas comportamentais.

O estudo incluiu 25 crianças e adolescentes com idades entre 10 e 19 e suas mães. As mães completaram um questionário para triagem de violência por parceiro íntimo. Oito das 25 mães alegaram ter sofrido esse tipo violência durante a gravidez.

Os pesquisadores, então, analisaram as crianças, focalizando especificamente no gene receptor glicocorticóide (GR), responsável pela resposta a situações de estresse. A análise revelou que a exposição pré-natal à violência por parceiro íntimo foi associada a alterações na no GR, indicando uma capacidade diminuída para lidar com o estresse.

Os estudiosos afirmam que a próxima fase da pesquisa envolverá testes comportamentais para determinar se as crianças com essas alterações realmente têm as suas habilidades de enfrentamento do estresse prejudicadas.

Eles ainda afirmam que os resultados enfatizam a importância das intervenções contra a violência doméstica em mulheres. 

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Ansiedade e depressão também atingem os bebês
Ansiedade, agitação constante e depressão. Por mais incrível que pareça, os bebês podem apresentar esses sintomas. Eles estão relacionados com problemas de transtornos psiquiátricos e, se não forem tratados com antecedência, isso refletirá no futuro, principalmente na fase da adolescência.

Os transtornos psicóticos são evidenciados em bebês através de reações simples como uma forma de deitar ou choros incontroláveis, não atendimento a chamados ou, até mesmo, atitudes demasiadamente quietas. Essas ações precisam ser analisadas dentro de um conjunto, sempre levando em consideração o ambiente no qual o bebê vive e as doenças familiares.

Os transtornos mentais do bebê serão discutidos no módulo 1 do curso de atualização A Psiquiatria no Ciclo da Vida , promovido pela Academia Mineira de Medicina, de 5 a 26 de maio. O objetivo do curso é despertar a atenção de psiquiatras, terapeutas, pediatras e outros profissionais da saúde que atendem bebês para a importância da decodificação de mensagens como posição, andar, falar e brincar para identificar possíveis sintomas de transtornos, explica o Prof. José Raimundo Lippi, organizador do curso e coordenador da residência de Psiquiatria Infantil da Faculdade de Medicina da UFMG.

Segundo o especialista, tem crescido muito o número de pais que procuram sua clínica para diagnosticar possíveis transtornos em bebês. Associamos esse fenômeno ao maior conhecimento das pessoas sobre os diversos transtornos, mas também ao aumento da incidência de casos devido ao ritmo de vida acelerado e estressante dos pais atualmente, conta Lippi.

A ansiedade apenas pode ser qualificada como transtorno no bebê se persistir por pelo menos duas semanas e interferir no funcionamento do sono, da alimentação, da comunicação com os pais e das brincadeiras. É preciso ficar atento porque outros tipos de transtornos podem ser confundidos com o de ansiedade. É o caso do transtorno de estresse traumático, quando as dificuldades e os problemas surgem após um trauma evidente.

Estudos têm revelado que crianças com transtornos ansiosos não tratados correm risco de se tornarem adolescentes e adultos tímidos e com grandes dificuldades de relacionamento. A vulnerabilidade, nestes casos, para o uso de álcool e de drogas está em torno de 20% a 30% das pessoas com timidez, que começam a utilizá-los para relaxar.

São frequentes também os problemas profissionais, como a recusa por cargos que exigem contatos sociais. Investir em prevenção é, portanto, mais humano, lógico e barato, observa Lippi. O tratamento, no caso de ansiedade, é feito através de ludoterapia e terapia familiar.

Já no transtorno de depressão, pode ser o posicionamento do nenê. Por observação científica, bebês que permanecem muito tempo na posição de bruços com o rosto apoiado nos braços são candidatos à depressão. Mas esse fato não deve ser analisado separadamente.

O ambiente da casa, o ritmo de vida do bebê e outros sintomas como falta de resposta a estímulos também devem ser levados em consideração , completa Lippi. Quando confirmado a apresentação de uma depressão, o tratamento mais indicado é a terapia familiar. Isso porque bebês são extremamente vinculados ao ambiente em que vivem e assim, expressam as patologias da família. 

O principal transtorno psicótico tem origem genética e é representado pelo autismo. As manifestações desta doença são bem características, como o constante balançar de cabeça, a posição imóvel por muito tempo e a concentração e fixação em atividades repetitivas. Os problemas mais recorrentes são cognitivos e afetivos. Nestes casos, o tratamento pode aliar técnicas da terapia comportamental e auxílio farmacológico.

Determinados transtornos agravam-se com a evolução da idade como fobias, medos e comportamentos obsessivos e já são considerados problemas de saúde pública. Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), os problemas psiquiátricos estão entre as principais causas de perda de dias de trabalho. 


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