Problemas na amamentação favorecem depressão pós-parto

Resistência ao aleitamento e dores agudas são alguns sinais

Por Minha Vida - publicado em 21/07/2011


Um estudo que será publicado na edição de agosto da revista Obstetrics & Gynecology concluiu que mães com dificuldades de amamentação nas primeiras duas semanas de vida do bebê têm mais chances de sofrer de depressãodepressão pós-parto. A análise teve iniciativa de um professor da UNC School of Medicine, nos Estados Unidos.

A pesquisa coletou dados de 2.586 mulheres que tiveram depressão após dar à luz. Em seguida, tentando encontrar alguma semelhança entre elas, os pesquisadores descobriram que grande parte delas passava ou tinha passado por um período de resistência contra a amamentação.

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Os resultados revelaram que as participantes que relataram não gostar de amamentar tinham 42% mais chances de sofrer de depressão pós-parto. Além disso, mulheres que relataram muita dor no primeiro dia da experiência tinham probabilidade duas vezes maior de ter a doença.

O estudo é importante não só para as instituições de saúde, que podem diagnosticar a depressão logo no início, mas também para as mães, que devem estar cientes de que a amamentação não deve ser uma experiência negativa.

Sintomas da depressão pós-parto
A gravidez foi desejada, o parto ocorreu dentro da normalidade, o quartinho do bebê é um encanto, a família está em estado de graça com o pequeno... Mas a idealização de felicidade da nova mamãe nos primeiros dias, no entanto, pode se quebrar devido a sentimentos confusos, que envolvem tristeza, irritação, sensação de incapacidade. Nesse caso, fique atenta, pois você pode estar sofrendo de depressão pós-parto.

Os sintomas são inúmeros e podem se iniciar com choro sem motivo, irritabilidade, intolerância ao marido e familiares, insônia, inapetência, agressividade e passividade.

A mulher em depressão pós-parto raramente apresenta alteração na capacidade de cuidar do seu bebê. Ou seja, ela não o abandona a própria sorte. Essa dificuldade acontece somente nos casos mais graves. Nessas circunstâncias, os médicos podem indicar a introdução da medicação até a situação ser normalizada.

A doença também é categorizada como tristeza definida como baby blue ou depressão fisiológica, transtorno de humor transitório, em que os sintomas aparecem por volta do quinto dia após o parto, devendo desaparecer depois de duas semanas. Caso isto não ocorra, se caracteriza uma depressão patológica. Já a psicose puerperal é bem mais grave, pois apresenta um quadro delirante, frequentemente alucinatório, que aparece no segundo dia após o parto e pode durar até três meses depois do nascimento do bebê.

O auto-diagnóstico é difícil. Muitas vezes, a mulher acha que está apenas cansada e com falta de energia, além disto, ela pode se sentir culpada pela tristeza que está sentindo. Por isso, caso seja notada instabilidade emocional, o melhor é conversar com o ginecologista, que pode avaliar com mais precisão e fazer o encaminhamento para um especialista, que pode ser um psicólogo ou um psiquiatra.

Mulheres que já passaram pela depressão pós-parto na primeira gestação têm mais chances de apresentá-la na segunda gravidez. Por isso, é essencial conversar abertamente com o obstetra que acompanha a gravidez, relatando todo o histórico pessoal, buscando tratamento preventivo.


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