Para chegar à descoberta, os pesquisadores da University of South Australia registraram os padrões de sono de 2.200 crianças de 9 a 16 anos e compararam as suas massas corpóreas e a maneira que elas passavam o seu tempo livre durante quatro dias.
Eles constataram que as crianças que vão para a cama e acordam mais tarde são 1,5 vezes mais propensas a desenvolver obesidade do que aquelas que dormem e acordam cedo. Esse grupo também é quase duas vezes mais propenso à inatividade física e 2,9 vezes mais predisposto a passar tempo demais na frente do computador ou jogando videogames.
Outras descobertas do estudo:
- Os pequenos que dormem e acordam cedo, nessa pesquisa, vão dormir 70 a 90 minutos antes de quem não mantém esse hábito, acordam 60 a 80 minutos mais cedo e acumulam 27 minutos de atividade física moderada e vigorosa a mais do que aqueles que dormem tarde;
- Crianças que dormem e acordam tarde passam 48 minutos a mais assistindo TV e jogando videogames, geralmente ente 19h e meia-noite;
- Apenas 12% do grupo com hábitos mais noturnos tem uma média de duas horas ou menos de televisão por dia - quantidade recomendada para crianças e adolescentes pelo Australian Department of Health and Aging. Em comparação, 28% do grupo dos que acordam cedo seguem essa recomendação;
- Os analisados que acordam tarde trocam algo em torno de 30 minutos de atividade física por 30 minutos de comportamento sedentário todos os dias;
Combate à obesidade infantil
Hábitos alimentares inadequados somados ao sedentarismo na infância são dois fatores que podem favorecer a obesidade infantil. Para se prevenir contra esse mal, confira algumas dicas que as nutricionistas Daniela Cyrulin e Alessandra Rascovski sugerem aos pais:
1. A criança deve comer cinco ou seis refeições (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia) em locais apropriados e horários pré-estabelecidos;
2. As guloseimas não devem ser proibidas, mas sim oferecidas em porções controladas, por exemplo, um pacotinho com três bolachas recheadas;
3. Sempre tenha em casa legumes, verduras, salada, frutas, iogurtes, cereais matinais e sucos naturais;
4. Passe a usar mais produtos integrais, diminuindo a quantidade dos refinados;
5. Substitua os refrigerantes por sucos naturais e não deixe que a ingestão de líquidos junto às refeições, seja maior que 250 ml;
6. Evite que as refeições sejam feitas em frente à TV ou computador;
7. Elogie seu filho ao perceber que ele está levando a sério sua nova maneira de se alimentar;
8. Diminua gradativamente a quantidade de alimentos, se esse for o motivo do ganho de peso.