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Descuido da família é o maior responsável por crises de alergia alimentar em crianças

Falta de supervisão e contaminação cruzada são algumas das causas

Por Minha Vida - publicado em 26/06/2012


Os principais sintomas de uma reação alérgica causada pela ingestão de determinado alimento não costumam passar despercebidos. Pouco tempo após o consumo, o corpo se manifesta com urticárias, rouquidão e respiração difícil. Por essa razão, não demora muito para que esses alimentos sejam identificados e excluídos da dieta. Entretanto, um estudo publicado na revista Pediatrics revelou que a maior parte das crianças que sofre de alguma alergia alimentar tem, pelo menos, uma crise alérgica por ano, mesmo quando suas famílias foram instruídas sobre o que evitar.

A pesquisa, conduzida por profissionais da Mount Sinai School of Medicine, nos Estados Unidos, contou com dados de 512 crianças que apresentavam alergia ao leite ou a ovos. Todas as famílias foram informadas sobre os alimentos que deveriam ser evitados e também receberam prescrições de medicamentos que deveriam ser usados em caso de reação. Os participantes foram acompanhados durante três anos.

Os resultados mostraram que 72% das crianças tiveram ao menos uma reação alérgica durante o estudo, com média de um episódio por ano. As crises foram atribuídas à falta de supervisão por parte das famílias, ao não entendimento de informações em embalagens, à contaminação cruzada e a outros erros feitos durante a preparação dos alimentos.

Outra descoberta importante foi que 11% das crianças que apresentaram reação alérgica tiveram choque anafilático, caracterizado por inchaço na garganta, tontura e desmaio, podendo levar à morte. Dessas, apenas 30% receberam o medicamento adequado para a situação. As famílias que não administraram o remédio não reconheceram a crise como sendo grave ou não tinham a droga disponível no momento.

A análise reforça a importância da educação dos pais e da criança para evitar reações alérgicas. Ela também mostra a falta de entendimento das famílias sobre a gravidade do problema, podendo ter um desfecho desastroso.

Saiba mais sobre alergia alimentar

Normalmente, o sistema imunológico defende o corpo de substâncias possivelmente nocivas, como bactérias, vírus e toxinas. Em algumas pessoas, a resposta imunológica é desencadeada por uma substância que costuma ser inofensiva, como um alimento específico.

A causa das alergias alimentares está relacionada à produção do corpo de um tipo de substância, chamada de anticorpos imunoglobulina E (IgE). Qualquer alimento pode causar uma reação alérgica, mas alguns alimentos são os principais vilões. Nas crianças, as alergias alimentares mais comuns são: ovos, leite, amendoim, frutos do mar (camarão, caranguejo, lagosta), soja, frutas secas e trigo.

A alergia alimentar geralmente começa na infância, mas pode ocorrer em qualquer idade. Em crianças mais velhas e adultos, as alergias alimentares mais comuns são: peixe, amendoim, frutos do mar e frutas secas.

Sintomas

Os sintomas geralmente aparecem imediatamente, em até duas horas depois de comer. Em casos raros, os sintomas podem começar a aparecer horas depois de comer o alimento prejudicial.

Se você apresentar sintomas logo depois de ingerir um alimento específico, é possível que você tenha uma alergia alimentar. Os principais sintomas são urticária, rouquidão e respiração difícil ou ruidosa.

Outros sintomas que podem ocorrer: dor abdominal, diarreia, dificuldade para deglutir, tontura ou desmaio, congestão nasal, náusea, corrimento nasal, manchas escamosas com coceira, descamação ou bolhas, inchaço, falta de ar, cólicas estomacais e vômito.


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