Minha Vida - Saúde, Alimentação e Bem-Estar

Fase de amamentação exige mudanças no cardápio

O gasto de calorias da mãe sobe até 30% e o consumo de proteínas tem de crescer

Por Minha Vida - publicado em 12/03/2008


Apesar de o recém-nascido exigir muita atenção, não só ele precisa de cuidados nos meses que sucedem o pós-parto. Como uma boa mãe, você já sabe que o leite materno supre todas as necessidades nutricionais do bebê. Mas e no seu prato? O que é preciso pôr? Durante a gestação, a mulher passa por muitas mudanças fisiológicas. O corpo precisa de um tempo para se estabilizar novamente, ainda depois do nascimento da criança , afirma o nutrólogo do Hospital e Maternidade São Luiz, Celso Cukier sobre a fase da amamentação. Neste período de normalização, o cardápio da mamãe recente tem fundamental importância em sua saúde, garantindo também a qualidade do leite do bebê. Porém, Celso lembra que o organismo da mulher sempre protege o recém-nascido. Por isso, todas as mães têm o leite adequado para seu filho.

Claro, no entanto, que é sempre aconselhável estar em dia com os nutrientes necessários para o equilíbrio da saúde , ressalta o especialista. De acordo com ele, durante a fase de amamentação, as mães têm um gasto calórico 30% acima do comum. Isso faz com que a quantidade de alimentos presentes no cardápio seja maior. Para suprir a necessidade da lactante, o nutrólogo aconselha a respeitar as proporções de nutrientes indicadas em um cardápio balanceado, apenas aumentando as porções dos alimentos.

Cardápio da mãe

Embora o cardápio continue basicamente o mesmo, Celso destaca a importância das proteínas no menu das mães que estão amamentando. As mulheres que estão passando por essa fase precisam se alimentar a cada três horas e procurar por alimentos que forneçam boas doses de proteínas, como leite e carnes , aconselha. Ele explica que o nutriente atua na manutenção da estrutura celular, na construção de novos tecidos e ainda faz parte da composição do leite. Não é que as proteínas fortalecem o leite materno, mas ela garante a boa saúde da mãe durante a produção do leite , completa.

Já os carboidratos entram em cena como fonte de energia. Celso recomenda que os carboidratos complexos façam parte das refeições de quem está amamentando. Eles são extremamente importantes nessa época em que a mãe doa uma variedade de vitaminas e outros nutrientes , explica. Cereais, arroz, macarrão, frutas e verduras precisam representar pelo menos cinco porções diárias do menu. Esses alimentos fornecem fibras, ótimas para regularizar o trânsito intestinal das lactantes , fala sobre mais uma vantagem.

O ferro é outro nutriente listado pelo nutrólogo como indispensável ao menu das lactantes. Fundamental para a composição do sangue, o resultado da falta do mineral pode ser a anemia, deixando as mamães cansadas, entre outros prejuízos.

Hoje em dia, a amamentação é prescrita por mais tempo, sendo sugerida até os dois anos da criança. Para suprir toda essa necessidade, a mãe precisa estar com o organismo equilibrado , diz o médico.

Fique de olho neles
Quando o foco é voltado para os alimentos que devem ser evitados, o especialista do São Luiz cita aqueles ricos em carboidratos simples. Vale maneirar no consumo de bolos, tortas, biscoitos e chocolates. Esses alimentos fornecem uma energia que não é muito bem aproveitada. Além disso, não oferecem fibras.

Frituras e demais preparações que levam muita gordura, fase de amamentação. Sem auxiliar em nenhum aspecto, tais alimentos somam muitas calorias. O nutrólogo aconselha ainda a ficar de olho nos alimentos que levam muito sal, como os enlatados. O excesso de sal colabora para a retenção de líquido e pode modificar a pressão arterial , afirma ele, lembrando que as doses de sal não devem ultrapassar 2,3 gramas por dia.  

Existem alimentos que empedram o leite?
A resposta do especialista é não. Segundo Celso, o que pode levar ao empedramento do leite é a falta de estímulo à amamentação. "Os hormônios que estimulam a produção de leite são liberados a partir dos movimentos de sucção do bebê. Quanto mais ele mamar, portanto, mais leite a mãe terá", explica.

Quando o questionamento é sobre a ingestão de determinados alimentos e a interferência no sabor do leite, Celso conta que isso pode realmente acontecer, caso a mamãe exagere no consumo. Porém, não é motivo para preocupação. De acordo com o nutrólogo, o paladar do recém-nascido é diferente do paladar de uma pessoa adulta e não existem razões para a criança rejeitar o leite da mãe. "Nem sempre o sabor do leite vai estar igual, mas o bebê se adapta. Além disso, o ato de sucção é prazeroso para ele, o que acaba servindo como estímulo", garante. 


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