Homeopatia pode ajudar nas cólicas do bebê

Veja como as técnicas desta medicina podem aliviar estas dores

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 16/02/2017

Dra. Isis Dulce Pezzuol
Pediatria - CRM 39546/SP
especialista minha vida

Quem não se emociona e se sensibiliza ao ver um bebê chorando em uma crise de cólicas? Fica-se sem saber o que fazer. O problema é que a cólica é um problema comum: elas ocorrem em cerca de 20% das crianças entre um e três meses de vida. Normalmente elas acontecem no final da tarde e início da noite, o que chamo de "horário da bruxa".

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O mais comum é que elas seguem a regra do três:

  • Dura cerca de três horas
  • Repete três dias da semana
  • Ao longo de três meses.

As cólicas costumam estar relacionadas à alimentação, mas mesmo mães muito cuidadosas com o que comem, a exposição do bebê e ambiente favorável podem precisar enfrentar o problema com seus filhos.

Como a homeopatia pode ajudar nas cólicas do bebê?

O uso da homeopatia nos dá um diferencial em relação a alopatia: conseguimos observar o bebê e caracterizar melhor a medicação de acordo com seus sintomas. Não é medicação para cólica simplesmente, mas para a cólica de seu bebê, afinal são crianças diferenciadas.

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Para fazer essa avaliação, como os bebês não falam, é preciso observar alguns sinais:

  • Se o bebê apresenta intolerância ao leite artificial, vomitando em jato e muito esforço e regurgita grande parte do que mama
  • Se as cólicas vêm acompanhadas de muita flatulência, muito ruído no abdômen, que parece muito distendido e alivia eliminando gases
  • Se os bebês gritam e se dobram com distensão do ventre, melhorando visivelmente se levantados seus bracinhos ou eliminando gases
  • Se ao ser levado ao colo, o bebê esfrega continuamente o nariz no ombro de quem o segura
  • Se a cólica melhora quando ele se dobra em superfície dura e elimina gases
  • Se o bebe que se estica para trás, com muita flatulência.

Desta forma, olhando estes fatores, conseguimos resultado mais rápido por ser mais individualizado. Observar com atenção como é o choro e as posições que o bebê procura para melhorar ajudam nesta individualização.

Cuidado gerais com as cólicas do bebê

São inúmeros os fatores que podem levar o bebê a ter cólicas. Pesquisas recentes demostram que parece existir no intestino dessas crianças uma diferença de flora bacteriana, existindo uma bactéria que aumentaria essa inflamação intestinal.

Imagine essa situação: bebê ficou nove meses com suas necessidades supridas pela mãe via cordão umbilical. Ele nasce, suga leite em sala de parto e aí tem de dar conta de sensações muito novas: sugar, arrotar, fazer digestão, fazer força e eliminar fezes e gases. É muita coisa nova e o bebê assusta. Existe uma imaturidade do intestino do bebê, não conseguindo ainda que os movimentos peristálticos do intestino sejam coordenados, além disso algumas enzimas aumentam a formação de gases.

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Em relação ao leite materno, o leite de início da mamada tem mais água e lactose. Esta última, sendo um açúcar, fermenta produzindo cólicas. A lactose é importantíssima como prebiótico, então nem pensar em intolerância a lactose (quadro extremamente raro). Amenizamos as cólicas orientando a mãe que dê essa mama ate o final, pois a troca de uma mama para outra faria a ingesta de mais leite de início, com mais lactose e mais cólica. Em contrapartida a lactose aumenta o movimento intestinal, aumentando o número de evacuações e com isso eliminando mais gases.

Em relação a mamada, posicionar adequadamente mama e bebê para que não degluta tanto ar o que também pode ser fator de cólicas.

No momento da dor, alguns cuidados podem ajudar:

  • Não deixe seu bebê sozinho, acalente, embale suavemente andando pela casa
  • Faça massagens na barriguinha sempre no sentido horário
  • Use compressas quentes na região
  • Tenha sempre muito contato com o bebê priorizando o olho no olho, carinho e muita solidariedade
  • Se o bebê está em aleitamento materno exclusivo, não ofereça chás. Mas a mamãe pode tomar, de preferência de ervas frescas.

Também é importante que a mamãe faça um apanhado geral do que comeu no dia, às vezes temos um alimento novo que pode ser fator de agravação.

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Mas de modo geral, a melhor receita ainda é compreensão, olho no olho, contato pele-a-pele, aconchego e acalento.