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Interação social reverte preconceitos e estimula o desenvolvimento de crianças surdas

Em casos de perda auditiva, o maior desafio é conseguir se relacionar com o mundo ao redor

Apesar de se repetir com alguma freqüência (a cada mil bebês brasileiros, cinco nascem surdos), muitas mães ainda não recebem orientação adequada para agir frente a esse tipo de problema. Resultado: uma criança que perde a oportunidade de se desenvolver da maneira adequada.

O principal desafio está em manter a criança interagindo cm as outras pessoas, normalmente , afirma a fonoaudióloga Isabela Pereira Gomes, do centro auditivo do Telex. Isso ajuda não só a criança a viver melhor, como combate o preconceito que, muitas vezes, constrange os pequenos e até os adultos!

Para facilitar, a especialista dividiu o trabalho em algumas etapas, desde o diagnóstico de alguma deficiência auditiva até os tratamentos e uso de aparelhos corretivos nos casos em que eles fazem alguma diferença.

Como identificar o problema
Os principais sintomas surgem quando você começa a prestar atenção no comportamento da criança. Se ela não se assusta com barulhos fortes, não movimenta a cabeça em busca dos sons que ouve e sequer acorda quando há ruídos em torno dela, é hora de buscar ajuda médica. Um fonoaudiólogo pode trabalhar no desenvolvimento da criança, mas o diagnóstico de qualquer problema é feito numa consulta com o otorrino.

Como trabalhar o desenvolvimento da criança
O desenvolvimento da linguagem requer bastante esforço entre as crianças com perda auditiva. É importante que os pais estimulem, conversem, brinquem e valorizem as emissões da criança, além de observarem se ela está apresentando alguma evolução em sua comunicação , explica a fonoaudióloga. Mas também é preciso que profissionais capacitados no trabalho com deficientes auditivos acompanhem de perto o seu filho, orientando quanto a exercícios que possam ajudá-lo a se expressar com clareza. Em alguns casos, a linguagem de sinais é mesmo a melhor opção, porque mesmo os aparelhos são insuficientes para melhora a percepção dos sons.

Estudos comprovam que a criança com perda auditiva que inicia o processo de reabilitação até os seis meses de vida pode ter habilidades de linguagem similar à de crianças com audição normal. Basta que os pais colaborem para o desenvolvido dos pequenos, como afirma Isabela Gomes. Uma intervenção precoce contribui para resultados positivos no desenvolvimento da linguagem. Diante de uma criança com problemas auditivos, deve-se considerar o tipo e o grau da perda auditiva, o problema de base e as alterações associadas. Existem várias linhas de tratamento, mas o principal objetivo da terapia é o estabelecimento de uma boa comunicação, para melhor integração da criança à sociedade .

Aparelhos estimulantes
Na era da tecnologia, vários aparelhos estão disponíveis para ajudar na interação dessas crianças com o ambiente ao redor. Na fase de aprendizagem escolar, por exemplo, já é possível optar por métodos que apresentem legenda, uma ótima opção para o acesso à comunicação.

Outra opção, especialmente para as crianças que utilizam aparelho auditivo, é a utilização de um sistema FM que, com um transmissor e um receptor e, transmite a informação diretamente aos aparelhos auditivos.

Prevenção
Segundo um estudo realizado pelo Instituto Nacional da Saúde da Noruega, bebês de baixo peso estão mais sujeitos s problemas auditivos. Crianças pesando menos de 1,5 quilo podem nascer completamente surdas, revelou o estudo. O risco diminui à medida que o peso aumenta. Acima de 3,5 quilos, o risco é mínimo. A causa mais provável para a perda auditiva dos bebês é a lentidão no desenvolvimento do feto ainda no útero, causada por doenças na mãe e, principalmente, nos casos em que ela fuma ou usa drogas. Doenças como a meningite também podem causar surdez mediana ou completa.

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