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Seios com silicone permitem amamentação sem obstáculos

Tamanho e tipo da prótese devem ser conversados com seu cirurgião

Ao contrário do que a maioria das mulheres pensa, seios com silicone permitem uma amamentação tão saudável quanto aqueles que não passaram pela operação. O assunto, no entanto, é rodeado de dúvidas e, para esclarecê-las de uma vez por todas, o Minha Vida conversou com o cirurgião plástico Sérgio Aluani, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e a pediatra Maria José Mattar, especialista em aleitamento materno.

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Confira a seguir a entrevista, em que eles falam sobre tudo: as causas das temidas dores que afligem algumas mamães siliconadas na fase de amamentação, os riscos de flacidez e até os procedimentos que, eventualmente, podem ameaçar a chegada do leite até o bebê.

Os métodos de implante atuais são seguros?

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Existem várias maneiras pelas quais as próteses podem ser colocadas, e a maioria delas não oferece nenhum risco - caso a cirurgia seja realizada da forma apropriada. A exceção fica por conta dos procedimentos conhecidos por periareolar e transveolar, em que o enchimento é inserido pelas aréolas dos seios. "O corte é feito nos ductos - vias por onde o leite transita. Devido à incisão, esses ductos podem ser prejudicados, dificultando a passagem do leite e, até mesmo a produção", diz o especialista. Mas Sérgio garante que as estatísticas desses incidentes são muito baixas.

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Quem pretende amamentar deve evitar a cirurgia para colocar silicone?

Não. "O silicone não interfere em nada na qualidade do leite materno", afirma o médico. Além disso, as próteses ficam localizadas abaixo das glândulas mamárias e, portanto, não interferem em nada na amamentação. Pelo mesmo motivo, o bebê não sofrerá para sugar o leite do seio mais rígido, típico de quem passou pela cirurgia.

Posso colocar próteses enquanto estiver amamentando?

Não, pois o período pós-operatório demora pelo menos um mês - para fazer exercícios, a espera é maior: seis meses. E o bebê, claro, não pode ficar sem mamar. Mas se você gostou do tamanho dos seus seios nessa fase, vale fazer uma visita ao cirurgião para que ele avalie exatamente a medida das próteses a serem implantadas quando o procedimento puder ser realizado.

O material que compõe a prótese pode fazer mal ao bebê?

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Atualmente, as próteses de silicone são produzidas com um tipo de gel coesivo e envoltas por uma membrana. O gel coesivo garante que, mesmo havendo o rompimento da membrana, o líquido não vai se misturar com o corpo. Além disso, por serem inseridas abaixo das glândulas mamárias, as bolsas de silicone não impedem que o bebê sugue o leite normalmente.

O silicone atrapalha a produção de leite?

De maneira alguma. "A mulher que aumentou os seios não enfrenta dificuldade nesse sentido", garante a pediatra Maria José Mattar, do Departamento de Aleitamento da Sociedade Brasileira de Pediatria. "A quantidade de leite produzido depende da freqüência da sucção realizada pela criança, assim como das mudanças hormonais ocorridas na mulher, durante a gestação", completa. Em resumo: quanto mais o bebê sugar, mais leite a mãe vai produzir.

Próteses muito grandes podem represar o leite e provocar dores?

Sim. Mas isso normalmente só acontece quando não só o silicone é abundante, mas a quantidade de leite também. Isso porque o líquido pode ficar comprimido, problema facilmente solucionado com a retirada periódica do leite - ele pode ser armazenado, caso não seja hora do bebê mamar.

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Seios com silicone sofrem com a flacidez?

Depende. "A aparência dos seios após a amamentação varia de acordo com a pré-disposição genética e o tamanho da mama, independentemente da presença das próteses", afirma o cirurgião.