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Crianças com alergias alimentares podem ter problemas com bullying

Estudo mostra que um em cada quatro jovens foi intimidado pela limitação alimentar

A alergia alimentar pode ser mais complicada do que parece para crianças e adolescentes. Isso porque, um levantamento revelou que uma em cada quatro crianças foi intimidada ou sofreu bullying por terem alergia alimentar. A pesquisa, feita pelo Instituto de Alergia Alimentar Jaffe, em Nova York, avaliou 353 adolescentes e adultos de até 25 anos de idade, bem como os pais e cuidadores de crianças com alergia alimentar.

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O estudo revelou que entre as crianças que relatam terem sido assediadas, 86% relataram múltiplos episódios.

- Abuso verbal foi a forma mais comum de assédio moral; 82% destes episódios ocorreram na escola e 80% ocorreram entre os colegas.

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- 79% disseram que o assédio moral foi apenas relacionado a uma alergia alimentar, enquanto outros relataram sofrer intimidação por ter de levar medicação para a sua alergia alimentar;

- 21% relataram professores ou funcionários da escola como os principais agressores;

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- Nenhuma das crianças no estudo sofreu uma reação alérgica, como resultado de ameaças ou assédios.

Dentre as alergias alimentares observadas, 81% do grupo sofria de alergia ao amendoim e 84% sofria com múltiplas alergias alimentares. A maioria dos casos, 55%, ocorriam com crianças que estavam na faixa etária de 4 e 11 anos, e 61% eram meninos.

Os resultados são publicados na edição de outubro da revista Annals of Allergy, Asthma & Immunology, a revista científica do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia. "As alergias alimentares afetam um número estimado de 12 milhões de americanos, incluindo 3 milhões de crianças. Estas crianças enfrentam desafios diários na gestão de suas alergias alimentares ", diz o alergista Sicherer Scott, co-autor do estudo e pesquisador do Instituto de Alergia Alimentar Jaffe."Infelizmente, este estudo mostra que eles também podem ser intimidado sobre sua alergia alimentar, uma condição médica que é potencialmente fatal".

De acordo com os pesquisadores, os casos recentes envolvendo o assédio moral e alergia alimentar incluem um estudante da escola média que descobriu as migalhas do bolinho de manteiga de amendoim em sua lancheira e uma estudante colegial cuja testa estava untada com manteiga de amendoim no refeitório. "O assédio moral, físico ou verbal é um comportamento abusivo que pode ter um tremendo impacto sobre o bem-estar emocional de uma criança. Os educadores devem desenvolver políticas de relacionamento que evitem qualquer tipo de bullying, principalmente os relacionados à alergia alimentar. O público precisa entender que esse comportamento é inaceitável", conclui o pesquisador Sicherer Scott.

Bullying na infância

O bullying consiste em atos de violência física ou psicológica praticados por um grupo de pessoas contra um indivíduo qualquer que, em certa medida, é incapaz de se defender. Geralmente as vítimas de bullying apresentam alguma característica a difere dos outros do grupo.

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Os fatores que instalam e mantém essa violência são muitos e complexos. Desde a perda da autoridade paterna e a dificuldade de diálogo, passando pela alienação da escola, até a violência urbana. Mas, não podemos negar que uma boa parte desse problema se origina dentro de casa.

"O pior e o melhor da natureza humana coexistem dentro de cada um de nós. Os sentimentos mais primários (ódio, inveja) convivem com os mais elevados (solidariedade, lealdade, compaixão). O que determina o caminho que essas potencialidades vão tomar são as possibilidades de transformação dos impulsos primários e a existência de canais adequados para dar vazão a eles", de acordo com a psicóloga Claudia Finamore.