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Parto cesárea pode aumentar risco de asma em crianças

Método deixa sistema imunológico do bebê mais vulnerável

Estudo do Department of Chronic Diseases at the Norwegian Institute of Public Health, na Noruega, sugere que crianças nascidas de parto cesárea possuem maior risco de terem asma aos três anos de idade. O fenômeno foi observado, principalmente, naquelas com tendências hereditárias a asma e alergias. Os resultados foram publicados no American Journal of Epidemiology.

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A conclusão veio da análise dos dados de mais de 37 mil voluntários do Norwegian Mother and Child Cohort Study (MoBa). Os pesquisadores estudaram a relação entre o método de parto e o desenvolvimento de infecções no trato respiratório baixo, como asma e dificuldades em respirar. Aqui, bebês nascidos com cesariana - planejada ou emergencial - foram comparados àqueles nascidos por parto normal.

Os resultados indicam que crianças nascidas por parto cesárea têm um risco ligeiramente elevado para asma aos três anos. Para os pesquisadores, esse tipo de parto por si só não aumenta os riscos da doença, mas deixa a criança mais vulnerável no geral. Existem duas possíveis causas: as chances podem ser maiores graças a uma alteração em uma bactéria da flora intestinal, o que afeita o desenvolvimento do sistema imunológico, ou porque crianças nascidas por cesariana possuem maior risco de sofrerem com problemas respiratórios graves nas primeiras semanas de vida.

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Cesárea deixa bebês 20% mais vulneráveis ao diabetes tipo 1

Outro estudo mostra que a cesariana traz mais malefícios ao bebê. Gestantes que optam pela cesariana na hora de dar à luz oferecem ao bebê 20% mais chances de desenvolver diabetes tipo 1. É o que indica uma pesquisa feita por estudiosos da Queen's Univesity, na Irlanda do Norte.

A pesquisa publicada na revista científica PubMed foi baseada na revisão de 20 estudos sobre crianças nascidas por cesárea que sofrem de diabetes tipo 1, aquele que está ligado a uma auto-imunização do organismo às células beta do pâncreas.

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Os resultados indicam que este tipo de parto contribui para um aumento de 20% no risco do bebê se tornar diabético. O risco normal de um bebê desenvolver o diabetes tipo 1 é de três para cada mil crianças.

Os pesquisadores afirmam que o aumento não pôde ser explicado por nenhum outro motivo, como peso da criança no nascimento, idade da mãe, diabetes na gestação ou aleitamento materno. É provável, então, que esse aumento ocorra porque os bebês nascidos por cesárea são expostos primeiro à bactéria proveniente do hospital, e não da mãe.

Ainda são necessárias mais pesquisas na área para descobrir a relação entre a cesariana e o risco de desenvolvimento do diabetes tipo 1. Os estudiosos, no entanto, aconselham as mães a levarem esse risco em consideração na hora de escolher o tipo de parto.