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Nasce primeiro bebê gerado em fertilização in vitro auxiliada com células-tronco

O método revolucionário usa células tronco para "rejuvenescer" óvulos de mulheres mais velhas

Nasceu em abril no Canadá Zain Rajani, um bebê que pode mudar a forma como a fertilização in vitro é feita, aumentando suas taxas de sucesso. O método, desenvolvido pela clínica de fertilidade OvaScience, usa partes de células tronco para melhorar óvulos, aumentando as chances de mulheres mais velhas terem embriões mais saudáveis.

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Para entender melhor, é preciso primeiro explicar o que ocorre com os óvulos da mulher com o passar do tempo. Toda mulher tem seus folículos ovarianos todos produzidos logo no começo da vida, portanto eles envelhecem junto com elas. No entanto, os cientistas perceberam que as mulheres têm em seus ovários células tronco de óvulos que não se formaram, e decidiram experimentar colocar as mitocôndrias dessas células nos óvulos coletados para a fertilização in vitro.

As mitocôndrias são organelas celulares que cuidam da produção de energia da célula e são importantes para que o embrião sobreviva e se divida até a implantação, quando passa a receber energia da mãe. Essa troca, portanto, faz com que os óvulos mais velhos se comportassem como novos, resultando em embriões com maiores taxas de sucesso na implantação e desenvolvimento nos primeiros dias.

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Ao todo foram produzidos quatro embriões com esse método, mas apenas um deles desenvolveu-se de forma que deixou os médicos confortáveis a transferi-lo. Apesar disso, o bebê se cresceu bem, e sua mãe Natasha Rajani, de 34 anos, que tinha óvulos de baixa qualidade, pode dar a luz a seu filho. Zain é o primeiro a nascer de uma série de bebês gerados com esse método.

Para o geneticista Ciro Martinhago, diretor do departamento de genética médica do SalomãoZoppi Diagnósticos e diretor da Chromossome Medicina Genômica (SP), o método não é exatamente uma novidade, já que alguns cientistas já vem testando a troca de mitocôndrias de óvulos, mas usando as organelas de óvulos mais novos de doadoras. "A diferença aqui é o uso de um material da própria mulher, o que aumenta a complexidade, já que é preciso retirar tecido dos ovários, tornando o processo invasivo", explica o especialista.

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Além disso, ele ressalta que o procedimento não impede que mulheres com mais de 35 ou 38 anos tenham bebês com anomailias genéticas. O DNA do núcleo do óvulo também está envelhecido e com isso, eles podem trazer mais ?defeitos? genéticos ao embrião. Esses problemas podem aumentar as chances da criança nascer com alguma síndrome, como a síndrome de Down, mas também aumenta os índices de aborto espontâneo, já que eles podem fazer com que aquele embrião não consiga se tornar um feto.

De todo modo, esse tipo de procedimento é proibido no Brasil, já que a lei não permite a manipulação de embriões. O processo também não é permitido nos Estados Unidos, por se tratar de uma terapia genética.