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Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)

Método é recomendado quando o homem tem problemas na produção de gametas

O que é a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides

O método consiste em injetar o espermatozoide diretamente dentro do óvulo, em um procedimento feito em laboratório, por isso é um tratamento que ocorre dentro da Fertilização In Vitro, quando necessário. O método foi realizado pela primeira na Bélgica no ano de 1992. Dois anos depois ele já foi trazido ao Brasil.

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Outros nomes

ICSI (sigla proveniente do nome inglês do tratamento: intracytoplasmic sperm injection)

Como é feita a ICSI

Primeiro é preciso coletar os gametas do homem e da mulher para o procedimento. No caso do homem, eles podem ser obtidos pela masturbação. Caso não sejam encontrados espermatozoides no sêmen, eles podem ser retirados diretamente dos testículos através de uma punção ou uma biópsia. Já a mulher precisa tomar medicamentos para indução da ovulação (os mesmos utilizados no coito programado), que podem ser administrados via oral ou, mais frequentemente, via subcutânea através de injeções. Durante a estimulação, são realizados ultrassonografias seriadas para acompanhamento do crescimento dos folículos (local onde se encontram os óvulos). Quando os folículos atingem o tamanho adequado, é realizada a coleta de óvulos. Trata-se de uma aspiração de todos os folículos produzidos pelos ovários por uma agulha fina e guiada pelo ultrassom transvaginal. Nos casos em que não é encontrado espermatozóides no homem ou óvulo na mulher (por exemplo, na menopausa) pode ser indicado o uso de gametas doados.

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Depois de feita as coletas, os gametas femininos e masculinos são levados ao laboratório. Inicialmente é feita uma seleção dos espermatozóides mais capacitados e um deles é injetado dentro de cada óvulo maduro. O procedimento é realizado com uma agulha bem fina e com ajuda de um microscópio. O risco de que o óvulo se rompa nesse processo é de 5%.

Geralmente 18 horas após a injeção, o embriologista irá verificar se ocorreu ou não a fertilização. Entre 24 a 48 horas depois, é conferido se embrião está se desenvolvendo. Esse é o chamado processo de clivagem. Se tudo deu certo, são selecionados os melhores embriões para serem colocados no útero da mulher, da mesma forma como é feito o processo de fertilização in vitro. A quantidade de embriões que podem ser colocados no útero depende da idade da mulher. Assim podemos transferir até 2 embriões em mulheres com até 35 anos, até 3 embriões em mulheres entre 36 e 39 anos e até 4 embriões em mulheres entre 40 e 50 anos. Nas situações de doação de óvulos e embriões, considera-se a idade da doadora no momento da coleta dos óvulos.

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Eles são transferido usando o bico de pato (espéculo vaginal), semelhante ao usado no exame de Papanicolau, e um cateter bem fino. O procedimento todo é guiado com uso de ultrassom, e os embriões são depositados dentro do útero, a um centímetro do fundo. Entre 12 e 14 dias após a transferência é feito o exame de sangue para confirmar a gravidez.

Duração do tratamento

O tratamento pode durar de 15 a 40 dias, desde o início do uso dos remédios para indução de ovulação passando pela coleta dos gametas, a injeção do espermatozoide, a maturação do embrião, até sua transferência para o útero e a confirmação da gravidez. Em caso de insucesso, é possível fazer o procedimento novamente no próximo ciclo menstrual.

Para quem a ICSI é indicada

A técnica é usada nos casos de pacientes que precisam fazer a Fertilização In Vitro, mas que o homem tenha uma quantidade muito pequena ou nula de espermatozoides no sêmen ou então quando existem problemas graves na estrutura ou mobilidade desses gametas. Também pode ser indicada a homens que passaram por uma vasectomia que não possa ser revertida. Alguns homens que tenham sofrido algum trauma na medula espinha podem ter problemas de ereção e ejaculação e serem indicados para esse tratamento.

Preparação para a ICSI

Em primeiro lugar é necessário que a mulher tenha os cuidados gerais necessários para uma boa gestação, como alimentação balanceada, suplementação de ácido fólico, redução da ingestão de bebidas alcóolicas e parar de fumar. Além disso, é preciso passar por todos os exames necessários para verificar se não há nenhum fator que possa atrapalhar o procedimento, como dosagens hormonais, sorologias (HIV, sífilis, hepatites, entre outros), ultrassonografia transvaginal e Papanicolau.

O que esperar da ICSI

Normalmente as porcentagens de sucesso do método variam de acordo com o número de embriões transferidos, a idade da mulher e a qualidade do laboratório. Mulheres com menos de 30 anos de idade, por exemplo, podem ter até 50% de chance de sucesso, enquanto essa taxa cai para de 15% após os 42 anos.

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Riscos da ICSI

Como o homem tem problemas em seus espermatozoides, pode ser que o gameta injetado seja anormal. Isso usualmente acarreta no não desenvolvimento do embrião. Mas quando ele se forma e é transferido ao útero, essa anormalidade reduz a taxa de sucesso da gravidez e aumenta a taxa de abortamento espontâneo.

Com a transferência de mais de um embrião e em mulheres com menos de 35 anos há a porcentagem de 25 a 30% de ambos se desenvolverem, acarretando em uma gestação gemelar. Esse tipo de gravidez envolve um maior cuidado pré-natal e normalmente resulta em partos prematuros, que são perigosos tanto para a mãe quanto para o feto. Sendo ela é considerada, portanto, um risco.

Alguns estudos apontam também uma taxa cinco vezes maior desses bebês apresentarem as síndromes de Beckwith-Wiedemann (que altera o padrão de crescimento de determinados órgãos e aumenta as chances de tumores abdominais) e de Angelman (um distúrbio genético neurológico que se caracteriza pelo atraso no desenvolvimento intelectual, dificuldades na fala, distúrbios do sonoe convulsões).

Em qualquer procedimento de fertilização in vitro há o risco, mesmo que pequeno, da gravidez ocorrer fora do útero, o que é chamado de gravidez ectópica. Para que isso não ocorra que é tomado o cuidado de depositar o embrião há 1 centímetro do fundo do útero.

Como é feita a indução de ovulação em maior quantidade, há o risco do aparecimento da Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO), quando o hormônio estradiol, sintetizado nos ovários, é produzido em maior quantidade, o que aumenta o inchaço e as chances da mulher ter trombose durante a gravidez.

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Contraindicações da ICSI

O uso dos medicamentos para indução de ovulação é contraindicado para mulheres com em carcinoma ovariano, uterino ou mamário e tumores do hipotálamo ou da glândula pituitária.

Onde ter acesso ao tratamento

O procedimento não envolve apenas o ginecologista ou urologista, como uma equipe de laboratório especializada. Por isso mesmo, é preciso escolher bem a clínica em que será feito esse tratamento, já que os embriologistas também são responsáveis pelo sucesso do método. Para isso, vale receber indicações de quem já passou pela técnica e pesquisar sobre os locais de sua escolha.

Fontes consultadas

Ginecologista especialista em reprodução assistida Melissa Cavagnoli (CRM-SP 160.337), da Clínica Genics, em São Paulo

Ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana Fernanda Rodrigues (CRM-SP 121.922), da Clínica Huntington, em São Paulo

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