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Indução de ovulação: o método auxilia diversos tratamentos de fertilidade

A técnica é usada para aumentar a produção de óvulos e é complementar à inseminação artificial e fertilização in vitro

O que é a indução de ovulação

Nos processos de reprodução assistida, geralmente, é necessária uma maior produção de óvulos por parte da mulher para aumentar as chances de gravidez. O normal é que a mulher libere um óvulo a cada período fértil. Porém, algumas medicações podem ser utilizadas para estimular mais essa liberação.

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Como é feita a indução de ovulação

O processo de indução de ovulação é feito usando medicamentos, e é um tratamento complementar a maior parte dos procedimentos de reprodução assistida.

Existem dois tipos de remédios, os administrados por via oral, como o citrato de clomifeno, ou através de injeções subcutâneas, o caso das gonadotrofinas, que agem diretamente nos folículos do ovário, o local onde o óvulo se desenvolve. A dosagem do remédio é individual, e varia de acordo com fatores como idade, número de folículos ovarianos, peso e altura. A aplicação da injeção é subcutânea e pode ser feita na região mais gordurosa da barriga ou da coxa, por exemplo, pela própria paciente ou pelo parceiro, já que o processo não é doloroso.

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Durante o uso dos medicamentos, é feito um acompanhamento do crescimento folicular por meio de ultrassonografias em série e exames com dosagens hormonais. A primeira consulta deste acompanhamento é feita quatro dias após a primeira ingestão do remédio ou a primeira injeção, e depois ele é realizado dia sim e dia não, até o momento da ovulação.

Assim que os folículos atingem um tamanho considerado adequado, aplica-se a injeção subcutânea do hormônio hCG, que permite que a ovulação ocorra entre 36 e 40 horas depois. Dentro desse período o casal deve ter relações sexuais.

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Duração do tratamento

A maior parte dos medicamentos precisa ter sua aplicação feita por vários dias. Os remédios orais são utilizados por cinco dias consecutivos. Já as injeções são aplicadas por dez dias consecutivos em média, podendo variar entre 8 a 12 dias, de acordo com o ciclo menstrual da mulher. A alfacorifolitropina, novo medicamento injetável para indução de ovulação, pode ser aplicada apenas por uma vez, não necessitando reaplicação dependendo dos resultados.

Assim que os folículos estão em tamanho adequado é aplicado o hormônio hCG, que desencadeia o processo de ovulação em até 40 horas. Normalmente isso ocorre após cerca de 15 dias.

Quando a indução de ovulação é feita

No coito programado e na inseminação artificial a indução é feito em menores doses, apenas para que aumente a produção dos óvulos e como isso haja mais chances de haver fecundação.

Já para a fertilização in vitro, com ou sem ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides), é preciso que o estímulo seja maior para que um maior número de óvulos seja aspirado e depois fecundado em laboratório.

Efeitos adversos da medicação

Normalmente a mulher pode sentir desconforto abdominal, cólicas leves, inchaço, irritabilidade, dor nas mamas e de cabeça por um tempo. Existem especulações, não comprovadas, de que o medicamento possa aumentar o risco de desenvolvimento de câncer nos ovários, mas a maior parte dos médicos as descarta, até porque os medicamentos são administrados por um curto período.

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Preparação para a indução de ovulação

Toda mulher que deseja engravidar precisa ter cuidados anteriores à gestação, como estar com o peso correto, ter as vacinas em dia, evitar excessos de bebida alcoólica, não fumar, usar ácido fólico e controlar doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

Cuidados complementares

Para ter mais chances de sucesso com qualquer uma das técnicas, é preciso estar sempre atenta para aplicar os medicamentos de indução nos horários corretos, principalmente no caso dos injetáveis.

Riscos da indução de ovulação

Pode ocorrer também a chamada Síndrome da Hiperestimulação do Ovário (SHO), quando há aumento da produção de estradiol decorrente do desenvolvimento excessivo de folículos, causando inchaço e aumentando o risco de trombose, principalmente se a fecundação ocorrer. Porém o quadro se torna mais incidente em procedimentos como a fertilização in vitro, pois uma dose maior do medicamento é utilizada.

Os medicamentos para indução de ovulação podem ser obtidos em farmácias sem receita médica. Porém, caso a mulher decida usá-los por contra própria, sem a avaliação de um especialista, estará exposta a diversas complicações, como desconfortos físicos devido à dosagem errada do medicamento e gestações múltiplas de até quádruplos ou quíntuplos.

Contraindicações da indução de ovulação

O uso dos medicamentos para indução de ovulação é contraindicado para mulheres com câncer ovariano, uterino ou mamário, doenças crônicas no fígado e tumores do hipotálamo ou da glândula pituitária.

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Onde encontrar

Tudo depende do tratamento que será feito usando a indução de ovulação. A maior parte deles, como o coito programado, a inseminação artificial e a fertilização in vitro são encontrados em locais especializados em medicamentos especiais ou nas próprias clínicas de fertilização. Porém, ter uma indicação de conhecidos é sempre indicado para qualquer escolha de um profissional de saúde. Os tratamentos de fertilidade não são cobertos pelos planos de saúde nem estão disponíveis no Sistema Único de Saúde.

Fontes consultadas

Ginecologista especialista em reprodução humana Joji Ueno (CRM-SP 48.486), diretor na Clínica Gera, em São Paulo

Ginecologista especialista em fertilização Augusto Bussab (CRM-SP 98.488), de São Paulo

Ginecologista especialista em infertilidade Renato Tomioka (CRM-SP 130.201), da Clínica VidaBemVinda, de São Paulo

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Ginecologista especialista em infertilidade Lucas Yamakami (CRM-SP 112.079), da Clínica VidaBemVinda

Médica especialista em medicina reprodutiva Michele Panzan (CRM-SP 114.419) coordenadora da Clínica Huntington, unidade de Campinas, em São Paulo