Pilotos contam bastidores do Rally dos Sertões

Horas sob o sol forte é o desafio mais simples dessa competição cheia de riscos

Por Minha Vida - publicado em 09/08/2007


O Rally dos Sertões é o terceiro maior do mundo em número de participantes e o maior das Américas. A prova dura dez dias, partindo de Goiânia e senso finalizada em Salvador após 5 mil km percorridos a bordo de carros super-equipados para trilhar todo o tipo de estrada esburacadas, com terra e cheias de atoleiros. (tudo para homem você encontra nesta seção)

"Não é moleza enfrentar a prova, que exige um alto nível de preparo físico e emocional" , afirma o piloto paulista Luiz Facco, 45 anos, da equipe Acelera Siriema (cujos carros você vê nas fotos abaixo). Numa rota cheia de aventura, ele desvenda todos os segredos dessa competição emocionante para quem adora uma corrida, mas não quer nem pensar em sujar a roupa de poeira ou lama, e mostra que as lições aprendidas nesses poucos dias estendem-se para muito além dos limites sertanejos.Preparo Físico
A rotina dos competidores inclui exercícios aeróbios e de fortalecimento muscular ao menos cinco vezes por semana. "Braços e coluna são as áreas que mais trabalhamos por serem muito exigidas durante a competição", explica Falco. No treino aeróbio, ainda trabalho minha resistência para agüentar as altas temperaturas do trajeto .(veja por que é importante fazer exercícios físicos regularmente)



Se ler na estrada já é um sacrifício para muita gente, imagine fixar a atenção num mapa cheio de detalhes, enquanto o carro trepida na estrada sob um calor de mais de 30ºC? Pois esta é tarefa do navegador, acompanhante do motorista e responsável por ler planilha, anotar algumas marcações e passar as coordenadas para o piloto.

"Ao ler com o carro em movimento, muitos navegadores passam mal, têm enjôos, sentem dores de cabeça e até torcicolo" , conta o navegador gaúcho Glauber Fontoura, 35 anos, também da equipe Acelera Siriema.


Os participantes do Rally ainda devem fazer um check-up completo antes da prova. O médico indica vitaminas e complementos para que o desgaste do percurso não afete a saúde da equipe. Depois dela, no entanto, as lembranças vão além das histórias e das imagens registradas. "Minhas vias respiratórias sofrem por causa da poeira" , diz Facco. (diferencie gripe e resfriado)


Força para superar os acidentes
Glauber participa do Rally há 6 anos. Nesse tempo, já presenciou muitos acidentes e, inclusive, foi vítima de um grave episódio. Bati de frente com um carro que não participava da competição. Uma nuvem de poeira tampou a visão piloto e acabamos capotando várias vezes. Nossa prova acabou ali, no segundo dia , relembra. Só não sofremos nada porque os carros têm gaiolas de proteção .(faça o teste e veja se você está pronto fazer esportes radiciais)



Tensão sob controle
Suportar quase duas semanas de competição é parada dura. A exigência psicológica é tão grande que alguns competidores chegam a desistir por puro esgotamento. A convivência entre piloto e navegador, além de grande, é marcada por episódios de muito estresse. (aprenda técnicas de meditação e alivie o nervosismo)

É preciso ter calma para não perder o controle e pôr tudo a perder , conta Facco. Depois de anos competindo, raramente brigamos durante as etapas. O segredo é aprender a ouvir mais, porque uma convivência em harmonia é fundamental para um resultado de sucesso .


Orgulho não é à prova de pó
Pedir informação no trânsito não costuma ser um hábito cultivado pelos homens. Mas no meio do nada, a coisa é diferente. Em 2005, escapamos de um grave acidente por ajuda de pessoas que estavam vendo a prova. Elas perceberam que íamos para um trecho errado nos indicaram o caminho certo , relembra o navegador da equipe Acelera Siriema. (quando o cansaço bater, experimente relaxar com uma auto-massagem)


Mais tarde, ficamos sabendo que houve uma batida naquele mesmo lugar, por dois pilotos erraram o trecho. Isso acontece mesmo com a ajuda da tecnologia aparelhos de rádios e equipamentos de localização são itens obrigatórios para competir. A colaboração entres os competidores também merece destaque. "Há até uma regra no Rally dos Sertões determinando que, se pararmos para salvar alguém e ficarmos fora da prova por conta desse socorro" , explica Glauber.

"Nada nos Sertões é fácil. Dormimos e comemos quando temos oportunidade e aceleramos sempre. Durante as etapas, conhecemos gente que vive de forma muito diferente da nossa. Passamos por vilarejos muito pobres com nenhuma infra-estrutura. Mesmo assim, as pessoas fazem o que podem para ajudar e vibram empolgadas com nossa passagem ali" , relata a dupla. (encontre uma boa dieta e enfrente os desafios sem desanimar)



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