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Após emagrecer 13 kg, mulher descobre diabetes tipo 1

A jornalista Luana Alves fala sobre os aprendizados e mudanças em sua vida após o diagnóstico da doença

Luana Alves fala sobre os aprendizados e mudanças em sua vida após o diagnóstico de diabetes - foto: Divulgação/Instagram
Luana Alves fala sobre os aprendizados e mudanças em sua vida após o diagnóstico de diabetes

Quando algo não está certo em nossa saúde, o corpo começa a dar alguns sinais. Mas, para notar esses alertas, é preciso estar sempre atento às pequenas alterações, pois uma simples mudança pode transformar completamente a vida de uma pessoa. Há sete anos, a jornalista Luana Alves, 34 anos, descobriu que tinha diabetes tipo 1 depois de perceber algumas alterações inesperadas em seu corpo.

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"Descobri o diabetes em dezembro de 2010, depois de ter perdido quase 15 quilos. No meio do ano, me achei um pouco acima do peso e cheguei a pensar em uma dieta, exercícios, mas ao longo dos meses fui percebendo perdas de 1, 2, 3 quilos. No início achei bom, já que queria mesmo emagrecer, mas depois, junto com os sintomas, como muita sede, muito xixi e muitas câimbras, comecei a achar estranho", comentou Luana.

Contudo, por causa de uma viagem que já estava agendada para novembro daquele ano, mesmo com os pedidos médicos em mãos, Luana decidiu ignorar a possibilidade de que tivesse algo com que devesse realmente se preocupar e seguiu sua viagem. Foram 25 dias de mochilão atravessando Uruguai e Argentina. No retorno dessa aventura, a balança apontava seis quilos a menos. Desde junho, quando os sintomas começaram a aparecer, ela já havia emagrecido 13 kg no total.

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"Fiz os exames que a médica havia pedido, inclusive o de glicemia jejum e o resultado foi categórico: 293! Eu tenho diabetes tipo LADA, que é igual o Tipo 1, mas aparece no organismo de maneira mais lenta. O tratamento no começo é mais 'fácil', com pouca insulina ou até mesmo apenas comprimidos", disse.

"Achava que era um castigo"

O diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina, por sua vez, é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue, que é essencial para produção de energia para o corpo. Sem o controle da taxa de glicemia, o diabetes pode trazer consequências sérias para a saúde geral do paciente. No Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população.

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Luana Alves fez uma tatuagem para marcar sua trajetória - foto: Reprodução/Instagram
Luana Alves fez uma tatuagem para marcar sua trajetória

Como qualquer outra doença, nunca é fácil receber o diagnóstico. Ao descobrir que teria que conviver com o diabetes, Luana ficou desorientada. "Na primeira semana, achei que era um absurdo. Eu me considerava magra, não era totalmente sedentária e na minha família não tínhamos nenhum caso parecido. Achava que era um castigo divino e injusto. Chorei por uma semana, achando que morreria em dez anos", revelou a jornalista.

Apesar do choque inicial, a jornalista começou a se questionar sobre a doença e decidiu fazer buscar na internet para ter mais informações, até que encontrou a história de um senhor que tinha diabetes há 60 anos: "Eu percebi que poderia ter uma vida normal e plena sim, só precisava de informação, conhecimento. Precisava saber o que tinha que fazer para viver bem mesmo tendo esta condição".

A Diabetes e Eu

Luana decidiu criar o blog ?A Diabetes e Eu? para desabafar sobre suas experiências - foto: Divulgação/Instagram
Luana decidiu criar o blog ?A Diabetes e Eu? para desabafar sobre suas experiências

Logo na primeira semana depois do diagnóstico, Luana decidiu criar o blog "A Diabetes e Eu", para ter um espaço onde pudesse desabafar sobre tudo que estava sentindo e vivendo. Desde então, ela escreve periodicamente contando as descobertas, as adaptações, as conquistas.

"O blog me ajudou a ler e estudar cada vez mais o assunto e também a me manter na linha, fazendo direitinho meu tratamento, pois percebi que assim eu poderia ajudar outras pessoas a terem a mesma qualidade de vida que eu estava tendo", contou.

Para evitar complicações comuns, indivíduos com diabetes devem fazer algumas mudanças em seus hábitos, como investir no cardápio certo, praticar atividades físicas, ir ao médico regularmente medir e tomar as doses de insulina.

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Aprendendo a conviver com o diabetes

"Hoje eu vou ao endocrinologista a cada três meses, época em que faço também os exames periódicos. Também faço acompanhamento com oftalmologista, ginecologista e nutricionista. Além disso, procuro sempre me alimentar saudavelmente e a cada três horas, meço a glicemia sempre antes de comer e após o almoço e o jantar. Tomo insulina basal e ultrarrápida para manter as glicemias dentro dos limites. O que ainda preciso me dedicar mais é a atividade física", brincou.

Conviver com o diabetes não é algo impossível, basta que o paciente tenha hábitos saudáveis e siga corretamente as indicações médicas. Desta forma, um diabético poderá ter uma vida tão saudável quanto a de qualquer outra pessoa.

De acordo com Luana, como tudo na vida, ela também tem seus momentos de altos e baixos, principalmente por causa do estilo de vida corrido, com muito trabalho e festas. Entretanto, o diabetes nunca atrapalhou em nada suas atividades e ela não deixou seus sonhos de lado por causa da doença.

"Eu sempre digo que as pessoas vêm ao mundo com uma missão. Depois do diabetes e com o blog, eu acho que finalmente achei a minha, que é ajudar os outros a se conhecerem, conhecerem o diabetes e se cuidarem da melhor forma que puderem. E acredito que tenho conseguido fazer isso", finaliza.