Perigos ao fumante passivo vão além de inalar a fumaça tóxica

Quando o cigarro é apagado, roupas, paredes e móveis continuam impregnados

POR CAROLINA SERPEJANTE - PUBLICADO EM 29/08/2011

Antes o incômodo fosse apenas o cheiro forte impregnado nas roupas e no cabelo. Mas os problemas são muito mais graves para quem é obrigado a conviver com a fumaça do cigarro dos outros. "O fumante passivo corre tantos riscos quanto o dependente em tabaco. Muitas vezes até mais do que o próprio fumante", afirma o pneumologista Sergio Ricardo Santos, presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). "Não importa quem acendeu o cigarro, o que interessa é quem inalou a fumaça". Se você é fumante, veja os riscos que as pessoas à sua volta sofrem por causa disso. E, caso não fume, fique atento à qualidade do ar que você inala. 

Cigarro faz mal mesmo depois de apagado
Ficar longe do seu amigo fumante somente no momento em que ele acende o cigarro não basta para proteger a sua saúde. O ar que circula na casa de uma pessoa fumante chega a conter três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça inalada pelo fumante - afinal, os gases passam pelo filtro do cigarro antes de chegar à boca. As substâncias tóxicas se depositam nos móveis e nas paredes e não existe nenhum sistema de ventilação capaz de evitar isso, conta Sabrina.

Ainda não existem pesquisas que conseguiram mensurar o tempo necessário para que as substâncias desapareçam completamente de um ambiente, pois depende muito de quantos cigarros foram fumados e do tamanho do estabelecimento ou cômodo. 

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