Conheça os hábitos que podem agravar o glaucoma

Estresse, uso incorreto de colírios e sedentarismo podem piorar o quadro da doença ocular

POR SARAH USKA - PUBLICADO EM 26/05/2012

Hoje é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A doença atinge mais de 60 milhões de pessoas no mundo, desses um milhão são brasileiros, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. O Glaucoma também é a maior causa de cegueira irreversível no mundo.

A doença caracteriza-se por uma degeneração do nervo ótico devido a pressão intraocular elevada. "Entre a córnea e o cristalino existe uma cavidade que é preenchida com um líquido, chamado de humor aquoso. Este líquido é constantemente produzido e drenado, de modo que o volume e pressão se mantêm constantes. Quando o paciente tem glaucoma, o humor acuoso não é drenado suficientemente, fazendo com que a pressão aumente", explica o oftalmologista Vital Paulino Costa, Presidente da Associação Brasileira de Glaucoma.

Além da cegueira, a perda da visão parcial também é considerada uma das maiores complicações do glaucoma. Confira abaixo a lista de alguns hábitos que podem agravar a doença e previna-se.  

Ter o diagnóstico tardio

Há diferentes tipos da doença, mas o glaucoma de ângulo aberto, considerado crônico, é o mais comum de todos, correspondendo a 80% dos casos. A parte complicada é que muitas pessoas não percebem os sintomas até o início da perda da visão. Entre os sinais mais comuns desse tipo da doença é a perda da visão periférica. "Este tipo de glaucoma mais incidente é assintomático, portanto é comum que as pessoas só descubram a doença quando já há danos razoáveis e irreversíveis no nervo ótico", ressalta o oftalmologista Paulo Augusto Arruda Melo, diretor científico da Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma (ABRAG).

Por isso, a importância das consultas de rotina com um oftalmologista, que devem ser feitas a cada ano. "Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores serão os danos à visão e mais eficiente será o tratamento", completa Paulo. Quem tem fator de risco para a doença deve fazer os exames com maior periodicidade. Os principais são: quem têm incidência da doença na família, afrodescendentes, pacientes com idade acima dos 40 anos de idade e quem tem miopia.  

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