Cinco meses após a identificação da gripe A (H1N1) no México, estudo divulgado pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças revela que, de cada mil pessoas infectadas, seis (0,6%) não resistem ao vírus e acabam morrendo. No entanto, alguns países apresentaram taxa de mortalidade maior, como o México, que chegou a 6% de mortes a cada mil pessoas.
Tentando estabelecer uma relação da gripe A com a gripe sazonal, o estudo identificou por meio de uma avaliação feita, em julho, entre 28 países de todo mundo que mais da metade dos casos de morte ocorreu com pessoas entre 20 e 49 anos, diferente dos grupos vulneráveis à gripe sazonal ? cerca de 90% das mortes são de pessoas com mais de 65 anos.
Segundo o estudo, diabéticos e obesos tem maiores chances de serem infectados, enquanto crianças e idosos não estão no grupo de maior risco ? apenas 12% dos óbitos eram de pessoas com mais de 60 anos. A teoria dos pesquisadores do estudo com relação a essa baixa taxa de morte nos idosos é que, possivelmente, eles teriam sido expostos a um vírus semelhante ao H1N1 e, por conta disso, estariam mais protegidos.
De acordo com o infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital São Camilo, não há motivo para pânico. Havendo suspeita de gripe, ele recomenda uma consulta imediata no pronto-socorro, onde o plantonista irá avaliar se os sintomas apresentados coincidem com os provocados pelo vírus H1N1. "Os antivirais não devem ser tomados sem prescrição médica. Esses remédios podem levar a alterações das funções renais ou hepáticas, por exemplo", explica o especialista.