Coxa mais fina favorece problemas cardiovasculares

Quem tem menos de 60 cm de circunferência está mais sujeito à derrames e infartos, diz pesquisa

Por Minha Vida - publicado em 09/09/2009


Não é só o tamanho da circunferência abdominal que alerta para os problemas à saúde. Um e estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca, estabeleceu uma relação entre a circunferência da coxa e a probabilidade de desenvolvimento de problemas cardiovasculares (DCV) e morte prematura. O estudo publicado no site do British Medical Journal salienta que as pessoas com menos de 60 cm de circunferência estão mais sujeitas a apresentarem problemas cardíacos; e isso vale tanto para homens quanto para mulheres. De acordo com os pesquisadores, esse risco foi identificado independentemente de fatores como gordura abdominal, sobrepeso, hipertensão e colesterol alto. 

O estudo, que analisou quase 3.000 pessoas durante um período de dez anos, mediu peso, altura, composição corporal e circunferência da cintura, do quadril e da coxa durante o início do estudo. Segundo os pesquisadores, uma menor circunferência da coxa proporciona uma menor quantidade de massa muscular no local.

Após fazerem testes de gordura corporal (barriga, coxa e quadril), colesterol alto, tabagismo e diabetes, observou-se que ter pouca massa muscular na coxa proporciona uma baixa sensibilidade à insulina, ao diabetes tipo 2 e à doenças cardiovasculares. Após o período de estudo, do total de pessoas analisadas, 257 homens e 155 mulheres morreram, enquanto 263 homens e 140 mulheres tiveram algum tipo de acidente vascular e 103 homens e 34 mulheres sofreram de problemas coronários.  

"Nos países desenvolvidos, as DCV contribuem em aproximadamente metade dos óbitos, apesar do declínio na mortalidade observada nas últimas três décadas. Nos países em desenvolvimento, uma verdadeira epidemia de doença coronária (DC) e de acidente vascular cerebral (AVC), vem se associando ao presente impacto das doenças infecciosas, prevendo-se que pelo ano 2020, as DCV devem ser as mais prevalentes", explica o cardiologista e especialista do MinhaVida, Sérgio Timerman. 

O que o peso não mostra

Quando sobe na balança, você fica sabendo quanto soma em músculos, ossos, gordura e água. Mas não tem ideia da fatia que cada um deles representa no todo, daí a importância de buscar outras medidas, principalmente no caso de quem deseja emagrecer. "Nessa situação, o maior foco tem de ser na diminuição de gordura, afirma a nutricionista Pérola Ribaldo, de Campinas. E só a balança não mostra se a dieta e os exercícios, realmente, estão contribuindo para que haja esta diminuição ou de outros tecidos".

A gordura é leve e volumosa, enquanto os músculos são compactos e pesados. "Por isso, quando há perda de gordura e ganho de músculos, o peso pode não diminuir ou, mais do que isso aumentar", explica Pérola. Quando há dieta sem acompanhamento de exercícios, geralmente há perda de músculos associada à diminuição de gordura, daí a queda violenta no peso. 

Medindo a gordura

O adipômetro é uma espécie de pinça gigante: com ele em mãos, o nutricionista ou o professor de educação física belisca sua pele, descobrindo quanto existe de gordura em cada região do corpo (pernas, braços, costas e abdômen, por exemplo). O ideal é contar com o instrumento a partir dos 17 anos de idade ? antes disso, o corpo ainda está em formação e as medidas variam muito. 


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