O estudo divulgado no dia 1 de dezembro pela empresa Pro Teste Consumidores (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) que mostra a reprovação de oito entre dez marcas de protetores solares não foi reconhecido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
A entidade afirma que desconhece a metodologia utilizada no estudo, e explica que o órgão competente para aprovar as formulações dos protetores solares é a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A sociedade ainda informa que se coloca à disposição para conhecer e entender a metodologia e os resultados do estudo realizado pela Pro Teste Consumidores.
As marcas também respondem ao resultado do estudo e afirmam que seguem os padrões exigidos pela ANVISA, além de ressaltar que não foram informadas sobre o andamento do teste e nem receberam a metodologia ou o resultado da pesquisa.
As marcas reprovadas pela Pro Teste também contestaram os testes:
Nivea: a fabricante afirma que existem rigorosos estudos e testes para assegurar a qualidade e segurança dos produtos da marca. A empresa ressalta que discorda dos resultados já que o produto é registrado pela Anvisa, além de seguir todas as exigências da legislação brasileira.
A empresa ainda destaca que não teve acesso ao teor do estudo na íntegra, razão pela qual não é possível mensurar, em profundidade, detalhes sobre a metodologia e resultado do mesmo, e que afirma estar confiante quanto à eficácia de todos os itens que exibem a marca.
Hélioblock: A L'óreal, empresa fabricante do protetor, também não concorda com o resultado do teste e afirma não ter conhecimento do estudo. A empresa ainda reforça que o produto é regularizado pela Anvisa e que e todas as informações contidas na embalagem do produto foram comprovadas por testes com metodologias reconhecidas e aceitos pelo órgão.
Outra resposta da empresa é que o protetor é reconhecido e recomendado por mais de 25mil dermatologistas de todo mundo.
Natura: a empresa informa que desconhece a metodologia usada pela Pro Teste, qual seu rigor ou mesmo quais laboratórios conduziram os testes. A Natura também ressalta que busca garantir a segurança e a eficácia de todos os seus produtos, utilizando sempre matérias-primas seguras e metodologias reconhecidas e aprovadas pela comunidade científica internacional e pela Anvisa.
Avon: a empresa explica que conta com uma equipe de mais de 300 cientistas, de diversas especialidades, no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento,em Suffern (EUA). A empresa garante a segurança e eficácia de todos os produtos desenvolvidos e comercializados, realizando os testes necessários e aprovados pelas entidades que regulam a indústria cosmética, nos mais de 100 países em que atua.
A Avon ressalta que está comprometida em oferecer aos consumidores brasileiros produtos e serviços da mais alta qualidade.
Johnson & Johnson: De acordo com a fabricante da marca Sundown,os resultados não estão coerentes com os estudos científicos pelos quais o produto foi submetido pela Johnson & Johnson e por institutos externos.
Outra afirmação é que todos os ingredientes utilizados em fórmulas da Johnson & Johnson são revisados por especialistas (médicos, cientistas, toxicologistas e biólogos) antes do uso e todas as formulações finais e têm sua eficácia e segurança testadas. Além disso, mesmo após o lançamento, a empresa continua a monitorar o uso dos seus produtos pelos consumidores.
Mantecorp: a empresa responsável pelas marcar reprovadas no estudo, Episol e Coppertone, informa que seus produtos seguem padrões de qualidade nacionais e internacionais e apresentam toda a documentação e testes exigidos pela legislação brasileira e pelos órgãos governamentais competentes.
Banana Boat: ARCOM S/A, distribuidora do protetor solar no Brasil, explica que o fabricante só teve reconhecimento do teste recentemente e está preparando uma resposta, já que não concorda com o resultado do teste.