Incidência de quedas de idosos é relacionada ao medo de cair

Insegurança causada por alterações naturais da idade é a principal causa dos tombos

Por Minha Vida - publicado em 18/02/2010


Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), concluiu que quanto mais um idoso tem medo de cair, maiores são as chances de haver a queda. Os resultados da pesquisa foram obtidos a partir de testes feitos com 38 idosos com idade acima de 60 anos.

Foram realizados três testes, que tinham como objetivo relacionar o raciocínio e a percepção espacial com as respostas motoras. Neles, os idosos tiveram que executar diferentes tarefas. Foram testadas correlações entre as tarefas de raciocínio e a chamada Escala de Risco de Queda (ERQ).

Esse indicador é o que mede o medo de cair durante a realização de atividades diárias, que consistiu em dezesseis perguntas, cuja reposta dos idosos variavam numa pontuação de 1 (não estou preocupado) a 4 (estou muito preocupado).

Ao relacionar as duas escalas, os pesquisadores chegaram à conclusão de que quanto maior a preocupação de queda do idoso, menor era sua pontuação na escala, portanto, menor era seu equilíbrio. 

No primeiro teste, chamado de teste de trilhas, foi usada uma folha de papel contendo círculos numerados de 1 a 25, dispostos em ordem aleatória.

O idoso tinha que ligar os círculos, riscando o papel com um lápis. Este teste avaliava a habilidade de escaneamento visual, sequenciamento e velocidade de raciocínio.

Depois, além de círculos com números, os idosos tinham que ligar números de 1 a 12 na folha de papel, alternados com letras de A à M (exemplo: 1, A, 2, B...). Esse teste avaliava a flexibilidade mental e memória operacional, que armazena uma ou mais informações, momentaneamente para a realização de uma atividade. 

Por último, os idosos tiveram que executar o teste de cancelamento de estrelas. Nele, 52 estrelas desenhadas em folhas de papel, eram distribuídas de maneira uniforme e o idoso devia riscar as pequenas, ignorando as grandes. O teste analisou a percepção espacial dos idosos.

Antes dos testes, os idosos foram questionados também sobre o medo de queda que sentiam enquanto faziam as diferentes atividades do dia a dia.

Para se chegar aos resultados finais da pesquisa, foram testadas ainda, correlações entre o tempo que os idosos executavam cada tarefa de raciocínio (teste de trilhas e teste de cancelamento de estrelas) com a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), que mede o equilíbrio estático e dinâmico em atividades, tais como alcançar um objeto, girar o corpo, transferir-se a outro local, permanecer em pé e levantar-se.  


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