Pessoas com depressão ou ansiedade preferem cores "tristes"

Estudo recente mostra um novo caminho para o diagnóstico da doença

POR MINHA VIDA PUBLICADO EM 24/02/2010

É comum associarmos as cores ao estado emocional: "está tudo azul", "hoje meu dia está cinza", "quero uma vida cor-de-rosa", entre outras expressões populares. Um estudo recente, publicado pelo BMC Medical Research Methodology, descobriu que pessoas com depressão ou com quadros de ansiedade patológica são mais propensas a optar pela cor cinza. Além disso, aqueles mais satisfeitos com a própria vida tendem a escolher o amarelo.

No estudo entraram oito cores, além do branco, preto e quatro tons de cinza: azul, vermelho, roxo, marrom, laranja, verde, amarelo e rosa, dividindo cada uma delas em quatro tons. Os voluntários, 110 adultos com ansiedade, 105 em bom estado emocional e 108 com depressão tiveram de enviar as impressões sobre uma roda que foi montada com as cores. Tiveram de escolher sua cor favorita e aquela que chamava mais sua atenção. Escolheram também uma cor que descrevesse melhor seu humor no cotidiano dos últimos meses.  

Os pesquisadores concluíram que, aproximadamente 30% das pessoas com ansiedade escolheram uma das tonalidades de cinza, da mesma forma que mais de 50% dos voluntários com depressão. Já os participantes saudáveis, associaram seu humor com um tom de cinza cerca de 10% das vezes. Apenas 39% das pessoas saudáveis associam seu humor a cores. Entre aquelas que fizeram a relação, o amarelo ficou em primeiro lugar, com 20%.

De acordo com os pesquisadores, os resultados podem ajudar os médicos a avaliar o estado emocional de pacientes que têm dificuldade para se comunicar verbalmente e de crianças. O estudo desenvolvido no Hospital Universitário do Sul de Manchester (Reino Unido) tem a importância de encontrar um método mais eficiente de avaliar o humor dos pacientes do que as perguntas diretas. Os cientistas estão fazendo os mesmos estudos com pacientes com síndrome do intestino irritável. Espera-se que o teste possa revelar as atitudes emocionais dos doentes, ajudando no tratamento. 

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