Medicamento contra osteoporose aumenta risco de fraturas

Bifosfonatos deixariam os ossos da coxa mais expostos às microlesões

Por Minha Vida - publicado em 15/03/2010


A utilização a longo prazo de drogas prescritas para combater a osteoporose pode estar associada à fraturas do osso da coxa, segundo sugere um novo estudo, realizado pela Columbia University College of Physicians and Surgeons, em Nova York. A pesquisa será apresentada na American Academy of Orthopaedic Surgeons, em Nova Orleans.

A pesquisa não é a primeira a ligar os medicamentos, conhecidos como bifosfonatos (bastante comuns no tratamento da doença), com as fraturas. Estudos anteriores encontraram ligações dessa droga com a redução de risco de câncer de mama, porém, ao mesmo tempo, com o aumento do risco de problemas no osso do maxilar.

Os pesquisadores avaliaram 112 mulheres, todas após a menopausa, e que tinham osteoporose (doença que enfraquece os ossos, tornando-os mais propensos a quebrar). Destas, 62 usavam remédios contendo os bifosfonatos por quatro anos ou mais, e 50 tomaram apenas suplementos de cálcio e vitamina D. A partir da análise de biópsias ósseas retiradas do osso da coxa dessas mulheres, conclui-se que o uso a longo prazo das drogas está associado a um maior risco de fraturas no fêmur.  

Além disso, as mulheres do grupo que ingeriam bifosfonatos tinham ossos até 90% "mais velhos" do que as outras, ou seja, cuja capacidade de reparar microlesões estava afetada. Daí o aumento de riscos de fraturas do osso da coxa, que podem ocorrer até com atividades simples, como subir escadas.

A agência federal de medicamentos norte-americana FDA acompanhou o estudo e diz que não existem evidências de risco de fratura ligada ao uso dos bifosfonatos, e que estes continuam sendo medicamentos indicados no tratamento da osteoporose. Um grupo de especialistas foi convocado pelo FDA para avaliar o que foi apresentado e se pronunciará novamente sobre o tema.

A osteoporose é, entretanto, uma doença que pode ser prevenida: ter uma dieta rica em cálcio desde a infância, manter atividade física regular, evitar o uso de álcool e fumo certamente são ações que poderão garantir uma "reserva óssea" para quando o corpo precisar. Quanto maior for essa "reserva"", menor a probabilidade de desenvolver a osteoporose. 


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