11% das brasileiras acreditam que uso da pílula melhora a vida sexual

Aumento da autoestima e controle dos níveis de testosterona ajudam a manter a libido

Por Minha Vida - publicado em 14/04/2010


A pílula anticoncepcional pode alterar a libido? De que maneira a pílula auxilia na sexualidade da mulher? Dá para emendar uma cartela na outra? Para responder algumas dessas perguntas, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), em parceria com o Ibope, realizou uma pesquisa com 500 usuárias de 15 a 45 anos de idade, das cinco capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre).

A pesquisa faz parte do projeto R.O.S.A. - Resultados e Opiniões sobre Saúde e Anticoncepcional - que pretende traçar o conhecimento da brasileira sobre a pílula e entender como o método contraceptivo influencia sua qualidade de vida.

A pesquisa avaliou a relação entre pílula e libido e através de questionário feito por telefone, fez um retrato da opinião feminina sobre sexualidade: 11% das brasileiras acreditam que a pílula aumenta o desejo sexual, 61% delas se informa sobre a pílula com o médico e 26% pela internet.

A pesquisa mostrou ainda que 29% das brasileiras afirmam ter maior frequência sexual por conta da pílula.  

Para o coordenador da pesquisa e presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Febrasgo, Gerson Lopes, os resultados são apenas indicativos de como a sexualidade feminina está ligada a fatores emocionais como a sensação de liberdade e a ausência do medo de engravidar, proporcionados pela pílula, além do aumento da autoestima.

"A pílula regula os níveis de testosterona no organismo mantendo a libido acesa, mas só isso não adianta para a mulher ter uma vida sexual plena. Ela só consegue sentir prazer na relação sexual se tem uma série de fatores combinados como afeto pelo parceiro, segurança, certezas de que não terá uma gravidez indesejada e de que está bonita e atraente, e a pílula consegue contribuir para que ela se sinta assim", afirma o coordenador da pesquisa e presidente da Comissão Nacional de Sexologia da Febrasgo, Gerson Lopes. 

Outros resultados do levantamento
- 86% das entrevistadas não pretendem parar de usar anticoncepcional;
- 70% afirmaram não ter intenção de mudar de método contraceptivo;
- 72% das mulheres afirmaram ouvir mais comentários positivos do que negativos sobre o anticoncepcional;
- 11% acreditam que a pílula aumenta o desejo sexual;
- 2% acreditam que a pílula não interfere na libido 


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