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Obesidade já é considerada epidemia mundial

Mais de um bilhão de pessoas sofre com o excesso de peso

O mundo está mais gordo. Já faz tempo que a obesidade deixou de ser um problema meramente de ordem estética e foi alçado para a categoria de doença crônica. De acordo com os números da Organização Mundial da Saúde (OMS) são mais de um bilhão de adultos com excesso de peso no ano de 2000.Desse grupo, pelo menos 300 milhões são obesos contra 200 milhões em 1995. A situação é tão alarmante que doença já até ganhou estatus de epidemia. A estimativa é que em 2030 o mal aumente 70% nos Estados Unidos, 50% na Inglaterra e 30% no Brasil. Por aqui, uma pesquisa realizada pelo IBGE identificou que, pelo menos, 38 milhões de brasileiros são obesos. A ala masculina é a mais afetada somando 41% dessa farta fatia da população.

Uma pesquisa realizada pelo Albert Einstein Medicina Diagnóstica com quatro mil executivos entre 2004 e 2006, revelou que 71% dos homens estavam acima do peso contra 26% das mulheres. Nenhuma faixa-etária está livre do mal.



A obesidade infantil também já apresenta dimensões sinistras. Segundo a OMS, existem 17,6 milhões de crianças obesas no mundo inteiro com idade inferior a cinco anos.

A maior autoridade de saúde dos Estados Unidos, o Surgeon General afirma que desde 1980 o número de crianças obesas dobrou e o de adolescentes triplicou no país.

Embora o fator genético contribua para desenvolver esse mal, as principais causas da doença ainda recaem sobre o consumo crescente de comidas com alto valor calórico, ricas em gorduras saturadas e açúcares, além de atividade física reduzida, ou seja, sedentarismo.(aprenda a escolher bons alimentos para suas refeições)

O padrão de medida para definir de uma pessoa é obesa ou não é ter um Índice de Massa Corporal (IMCI igual ou superior a 30 kg/m²). O índice é definido pelo cálculo do peso da pessoa em quilogramas dividido pela sua estatura em metros quadrado , explica o clínico geral Flávio Dantas, da Unifesp.(faça uma avaliação nutricional grátis e veja seu peso ideal)

A doença alcança três níveis de gravidade. O primeiro deles, tomando-se como base o IMC, quem está com mais de 15 quilos já é considerado obeso. Nesse caso, uma dieta orientada e exercícios praticados regularmente funcionam para aplacar a doença , diz Flávio. (exercícios para fazer em casa substituem a academia) O segundo estágio é a obesidade mórbida, que abrange as pessoas que se encontram com 30 quilos a mais.
Esse grupo apresenta outras doenças e não emagrece o suficiente com tratamento. Já a superobesidade atinge pessoas que pesam 50 quilos extras e, muitas vezes, não saem mais da cama nem fazem tarefas simples, como amarrar os sapatos.

Um estudo publicado na revista científica BMC Public Health concluiu que os sobreviventes do acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, e das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, em 1945, sofrem conseqüências parecidas

ou até menores do que quem vive em áreas poluídas, fuma ou é obeso. (confira todos os males que o cigarro causa)

De acordo com o autor da pesquisa, Jim T. Smith, pessoas que fumaram a vida inteira podem ter dez anos a menos de vida por causa do vício, enquanto que obesos, aos 35 anos, em grau elevado (com um IMC acima de 40) pode morrer de quatro a dez anos antes. Já os sobreviventes das bombas atômicas do Japão, que estavam num raio de 1,5 quilômetro do epicentro da explosão, têm a expectativa de vida reduzida em 2,6 anos, em média.

Assustador não? E não é para menos. A obesidade por si só desencadeia uma série de conseqüências nefastas ao organismo. Os casos mais graves que podem levar à morte estão distribuídos em quatro categorias: doenças cardiovasculares, doenças como o diabetes (destrinçamos todos os detalhes dessa doença crônica), associadas à resistência de insulina; certos tipos de câncer, como o de intestino, e doenças da vesícula biliar.
A probabilidade de desenvolver hipertensão e diabetes aumenta sensivelmente quando o paciente engorda , explica o Dantas, da Unifesp.

A OMS calcula que, aproximadamente, 90% das pessoas com diabetes tipo 2 são obesas ou têm excesso de peso. Ter um IMC acima do ideal contribui para cerca de 58% do diabetes, 21% das cardiopatias isquêmicas e entre 8% e 42% de determinados tipos de câncer, como os de mama, cólon, próstata, endométrio, rins e vesícula biliar.

No rol dos problemas de saúde considerados não fatais estão os problemas respiratórios, musculares e esqueléticos crônicos, doenças de pele, depressão e infertilidade. Nas mulheres, o excesso de gordura na barriga pode provocar o surgimento de ovários micropolicísticos, principal causa de baixa fertilidade (controle a ação dos seus hormônios). O IMC elevado também colabora para o aparecimento da osteoartrite ou artrose, principal causa para a incapacitação dos adultos.

A doença promove um desgaste das cartilagens que ficam entre os ossos e que serviam para protegê-los do atrito natural. As principais regiões afetadas são as articulações da coluna vertebral, dos joelhos e das mãos. Os sintomas incluem dor ao subir ou descer escada, rigidez e dor na virilha.





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