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A quantas anda a escova de dentes do seu filho?

Cuidados com a escova evitam a proliferação de germes e bactérias

Você consegue perceber se o seu filho segue à risca as recomendações do dentista sobre os movimentos para uma escovação eficiente? Mas, você dá a mesma atenção ao tipo de escova e ao tempo que ela tem de uso? Na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP, um estudo avaliou a condição de escovas dentais usadas por crianças atendidas na Clínica de Odontopediatria. A pesquisa - desenvolvida pelos professores Paulo Nelson Filho, Alexandra Queiroz e o pós-graduando Francisco Wanderlei Garcia de Paula e Silva, da área de Odontologia Pediátrica da FORP - avaliou as escovas de 60 crianças, entre 3 e 12 anos.

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Na fase da entrevista com os pais, 53,13% deles afirmaram ter recebido orientação sobre isso e 79,68% achavam que a escova dental do filho estava em boas condições. Aí os pesquisadores resolveram tirar a prova dos nove: pediram para ver as escovas, analisaram vários aspectos - a rigidez das cerdas, a periodicidade de substituição, o tamanho da cabeça e os cuidados de higiene e armazenamento.

O resultado foi um desapontamento total: 61,82% delas tinham cerdas deformadas pelo uso e 63,94%, resíduos visíveis a olho nu. Além disso, menos da metade apresentava o tamanho adequado à boca da criança. Na hora da compra, lamentavelmente, muitos pais levam em conta apenas o preço. A qualidade acaba ficando em segundo plano. Há modelos bem baratos no mercado que possuem as características essenciais para uma boa limpeza. De onde se conclui que o problema, na hora de comprar a escova de dente, não é o bolso, mas a falta de informação.

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Compra certa

Antes de escolher a escova de dente, converse com um dentista, ele vai examinar as necessidades do seu filho e indicar o tamanho e o tipo mais apropriado para a idade dele. Há no mercado modelos específicos para diferentes faixas etárias. Não se deve dispensar a orientação profissional. Além do tamanho, é bom analisar as cerdas e o formato. O ideal é fazer a substituição da escova, a cada dois meses.

A umidade e os restos de alimento são um prato cheio para a proliferação dos germes. Por isso a escova de dente acaba contaminada. A limpeza propriamente dita é tão importante quanto os cuidados com a escova. A má higiene favorece o acúmulo de placa bacteriana, o que provoca cáries e doenças na gengiva também. Até os bebês precisam dessa limpeza. A mãe deve umedecer uma gaze com soro fisiológico ou água filtrada e passar suavemente na gengiva, após a amamentação do bebê. Isso ajuda a eliminar os resíduos de leite e também serve para que a criança se acostume com a manipulação da boca. Vale lembrar que só escovar os dentes não resolve, é indispensável a utilização do fio dental na remoção da placa bacteriana entre os dentes das crianças. Apesar de ser um conceito conhecido, poucos pais controlam o uso do mesmo.

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Escovação segura

A seguir, o ortodontista fornece algumas dicas para que crianças e adolescentes mantenham a escova de dente bem limpinha:

- Lave sempre as mãos antes de começar a escovar os dentes;

- Faça um bochecho com água para eliminar resíduos maiores de comida, pois isso diminui as chances de eles se esconderem entre as cerdas depois;

- Após usar a escova, lave-a bem em água corrente. E bata o cabo levemente na pia para eliminar o excesso de água;

- Borrife uma substância antimicrobiana, como a clorehexidina, que costuma estar na fórmula dos enxaguatórios bucais;

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- Guarde a sua escova no armário. Se ela ficar exposta, poderá ser contaminada pelos coliformes fecais dispersos no ar do banheiro.