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Uso de aspirina reduz morte por câncer de próstata

Os anticoagulantes são capazes de barrar o crescimento e propagação do tumor

Por Minha Vida - publicado em 28/10/2010


De acordo com um estudo da University of Texas Southwestern Medical School, nos Estados Unidos, homens com câncer de próstata que tomem anticoagulantes, como a aspirina, tem o risco de morte pela doença reduzido.

Segundo os pesquisadores, o uso desses medicamentos nos pacientes que passam por cirurgia e radioterapia, o risco de morte da doença cai de 10 % para 4% em 10 anos. As chances de desenvolver metástase óssea também é diminuída.

O estudo envolveu mais de 5 mil homens com câncer localizado, ou seja, aqueles em que a doença não tinha se disseminado além da próstata, e que foram tratados com cirurgia ou radioterapia, duas das modalidades de tratamento mais comuns para câncer de próstata. Os pacientes foram classificados por terem um grau alto, médio ou intermediário da doença. Desses pacientes, aproximadamente dois mil tomaram anticoagulantes. Os resultados mostraram que os anticoagulantes podem interferir no crescimento e propagação do câncer.

 Além disso, foi constatado que o benefício dos anticoagulantes é até maior em pacientes diagnosticados com câncer de próstata de alto risco. Esta é uma notícia animadora para os pacientes neste grupo, pois eles têm o câncer mais agressivo, e as opções de tratamento são limitadas. O estudo também concluiu que o benefício é melhor quando a aspirina é utilizada em vez dos outros tipos de anticoagulantes.

Apesar dos resultados animadores, mais pesquisas precisam ser realizadas para entender melhor como os anticoagulantes agem no organismo causando este efeito benéfico para os pacientes. Por enquanto, os pesquisadores afirmam que os anticoagulantes agem evitando que o câncer se espalhe, ou seja, que ocorra a metástase das células danificadas, e a formação de novos tumores.

Aposte na prevenção

O câncer de próstata é silencioso, sem sinais evidentes a não ser em estágios mais avançados, quando já está infiltrado em órgãos adjacentes, ou quando suas metástases em ossos, pulmão fígado se manifestam. Um reforço nas ações de diagnóstico poderia, por exemplo, ajudar a reduzir o câncer de próstata, que, segundo pesquisa, é detectado no estágio inicial apenas em 7% dos casos. Quando o diagnóstico do tumor primário é feito logo, 90% dos pacientes têm uma sobrevida maior que cinco anos. Já se for detectado tardiamente, essa proporção cai para a metade.

De acordo com uma pesquisa do Instituto nacional do Câncer (INCA), é importante que a população em geral e os profissionais de saúde reconheçam os sinais de alarme para o câncer, como nódulos, febre contínua, feridas que não cicatrizam, indigestão constante e rouquidão crônica, antes dos sintomas que caracterizem lesões mais avançadas, como sangramento, obstrução de vias intestinais ou respiratórias e dor. Os principais sintomas do crescimento da próstata, segundo o urologista, são os de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor à micção, que podem ocorrer nos casos benignos.  

 Para fazer o diagnóstico do câncer de próstata de forma precoce é necessário realizar o exame clínico de toque retal associado ao exame que revela a dosagem PSA (sigla de antígeno prostático específico) no sangue. Estes exames podem determinar a realização de uma ultra-sonografia pélvica (ou prostática transretal, se disponível). A ultra-sonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biopsia prostática transretal. Estes exames devem ser realizados todos os anos, a partir dos 50 anos. Embora a incidência do câncer de próstata não vá diminuir, por estar ligado ao envelhecimento, o diagnóstico na fase inicial pode reduzir significativamente a mortalidade.



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