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Dor na relação sexual: tem tratamento?

Busque soluções para eliminar este incômodo

Por Especialista - publicado em 12/11/2010


Muitas mulheres sofrem pela ocorrência de dor na relação sexual. Este fato afasta o casal pelo motivo do coito tornar-se um foco de ansiedades, medos e discórdias. Muitas parcerias se desfazem porque não conhecem que existe tratamento eficiente e rápido.

A dispareunia é um transtorno sexual caracterizado pela sensação de dor genital durante o ato sexual. Pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, mas é mais comum entre as mulheres. A dor geralmente é sentida durante o ato sexual, mas pode ocorrer também antes e depois do intercurso. As mulheres podem descrever a dor como uma sensação superficial, ou até mesmo profunda; e a intensidade pode variar de um leve desconforto até uma forte dor aguda. É mais freqüente do que se pensa, podendo atingir até 50% das mulheres com vida sexual ativa. 

A dor geralmente é sentida durante o ato sexual, mas pode ocorrer também antes e depois do intercurso.

Vaginismo é o espasmo (contração) involuntário e doloroso da musculatura que circunda e envolve a vagina, que surge sempre que se tenta introduzir qualquer órgão ou objeto na relação sexual ou nas preliminares. Sempre é importante diferenciar as queixas de dor na penetração ou dor durante a relação sexual, que é chamada de Dispareunia, que geralmente tem fundo orgânico (infecções ou inflamações genitais que impossibilitam a penetração sem o incômodo local). Outra causa possível de dor coital pode ser o medo perante o exercício da sexualidade. Estas queixas de dor são de intensidades variáveis de pessoa a pessoa e de acordo com as causas. Quando a mulher está com mais de 55 anos é possível que pela falta de lubrificação ou pela atrofia genital comece a ocorrer na mulher dor pelas alterações hormonais. Essa dor ocorre na tentativa ou durante a penetração do pênis. 

Daí a importância de toda mulher manter uma consulta preventiva no ginecologista independente da faixa etária. Uma possível reposição hormonal pode ajudar muito e minimizar estes sintomas.

Os principais fatores psicossociais do vaginismo são: educação sexual repressora; vivências sexuais traumáticas; dificuldades de relacionamento; perfis psicológicos específicos (Michel-Wolfromm). Dentro destes perfis destacam-se: 1-Mulher autoritária: agressiva e dominadora, tem dificuldade em amar, pois isso a faz sentir-se inferiorizada. A atividade sexual se transforma em luta pelo poder. Escolhe companheiro mais facilmente manipulável, geralmente disfuncional erétil (impotente sexualmente). 2-Mulher frágil: educação distorcida e sexualmente castradora, geralmente mimada e usuária de chantagens emocionais. Fixação infantil na figura de "princesa adormecida", cujo príncipe jamais chega. São mulheres facilmente amedrontáveis, com noções negativas do exercício da sexualidade. 3-Mulher em conflito de papéis: conflito entre ser mulher, sexuada, e ser mãe. Para elas, os homens são apenas reprodutores, não estando interessadas no ato sexual em si. 

O tratamento se baseia em terapia sexual, breve e direcionada à queixa sexual, onde por mudanças de comportamentos, reflexões e exercícios específicos ensinados pelo terapeuta e realizados pela paciente em sua casa, sozinha ou com seu parceiro. Este condicionamento é progressivo e tem mostrado excelentes resultados. O importante é não protelar a busca de ajuda profissional para que as seqüelas emocionais não aumentem a ponto de provocarem separações do casal.



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 Celso Marzano

Escrito por:

Celso Marzano

Urologia e Terapia Sexual

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