Minha Vida - Saúde, Alimentação e Bem-Estar

Entenda como é feita a fertilização in vitro

Métodos de reprodução assistida são opções em casos de infertilidade

Por Minha Vida - publicado em 20/01/2011


Casais que apresentam dificuldades em engravidar têm bons motivos para continuar sonhando com a chegada de uma criança. A fertilização in vitro, também conhecido como "bebê de proveta" é uma tecnologia de eficácia comprovada em reprodução assistida. "Quando outros tratamentos mais simples como coito programado ou inseminação artificial não foram eficazes, a FIV (Fertilização In Vitro) aparece como uma solução sem contra-indicação", afirma a obstetra Mila Ribeiro Cerqueira.

Segundo Mila, a FIV é indicada quando a causa da infertilidade está entre as seguintes: obstrução tubária bilateral, infertilidade sem causa aparente, fator masculino (alterações seminais moderadas a graves), falha nas tentativas de inseminação artificial anteriores, endometriose nos graus moderado ou severo, síndrome de ovários policísticos e idade avançada da mulher (acima de 37 anos). 

Saiba como é feita a fertilização in vitro

Para os casais que se encontram nesta situação, é importante considerar todos os riscos envolvidos em tratamentos para reprodução assistida. No caso da FIV eles são poucos. De acordo com Mila, eles não chegam a 2%. "O que pode ocorrer eventualmente, é a síndrome do hiperestímulo ovariano, quando há uma resposta excessiva dos ovários às medicações utilizadas para indução da ovulação". Segundo a médica, neste caso, os ovários ficam aumentados de volume, podendo levar a alguns sinais e sintomas como acúmulo de líquido na pelve, desconforto abdominal, náuseas e vômitos.

Mesmo com altos índices de eficácia, cerca de 70% em procedimentos de FIV são repetidos até três vezes, e com riscos baixos e controlados, o procedimento não é totalmente indolor. O desgaste emocional é um fator a ser levado em conta antes de aderir ao tratamento. A expectativa em torno do resultado pode acabar se tornando um inimigo à saúde da mulher tanto quanto interferir no resultado. 

Gravidez: conheça os problemas que afetam a fertilidade do casal

"A infertilidade é um luto a ser elaborado. Se não houver aceitação desta condição, permanece o sentimento de impotência diante da concepção. Aceitar a limitação do corpo para conceber naturalmente é o primeiro passo para diminuir o próprio preconceito contra os tratamentos que envolvem as técnicas de reprodução humana assistida", acredita Joji Ueno, especialista em reprodução humana.

Para casos mais graves, Mila Ribeiro sugere a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI). É uma técnica de alta complexidade em reprodução assistida. "Trata-se de uma variação da fertilização in vitro que permite o tratamento de casos masculinos graves, com contagens seminais muito baixas e até de homens azoospérmicos (em cujo espermograma não se encontram espermatozoides)", explica. Ainda segundo a especialista, o diferencial positivo do tratamento por ICSI está no uso de um moderno equipamento de microscopia com micromanipulador acoplado. 

A tecnologia faz com que para cada óvulo obtido da mulher seja preciso apenas um espermatozoide do parceiro. "As taxas de fertilização e de gestação são maiores com este procedimento", defende a médica.

É a partir do desejo de homens e mulheres de exercer a paternidade que o sonho de ter um filho apesar de qualquer restrição biológica se tornou possível e está cada vez mais acessível e seguro. Os métodos de reprodução assistida são uma opção a ser considerada em casos de infertilidade tanto masculina quanto feminina. 



Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.
Este conteúdo ajudou você? Já ajudou você e + 1254 pessoa(s) Já avaliou

Imprima

Erro

erro

Comente

Compartilhe

Shopping Vida Saudável

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

siga o minha vida e melhore sua qualidade de vida

Saiba mais

Copyright 2006/2014 Minha Vida - Todos os direitos reservados

"As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas."