Poucas atividades são tão fundamentais e benéficas ao ser humano quanto ter uma vida sexual ativa e saudável. Nos dias de hoje, o sexo ultrapassou o contexto exclusivo de função para reprodução.
Entre a comunidade científica internacional existe consenso sobre a importância da frequencia, e, principalmente da qualidade das relações sexuais para manter a excelência da saúde física e mental.
O ato sexual é um acontecimento biológico único, que envolve inúmeros hormônios e neurotransmissores que só são secretados nessa ocasião e responsáveis pelas sensações de prazer, orgasmo e plenitude.
Os benefícios vão desde o ato em si representar um tipo de exercício físico (obviamente dependendo de como é realizado) até a melhora do humor, recuperação da auto-estima, reforçar os laços do casal, redução do stress e prevenção da depressão.
No momento do ato sexual, é preciso agir com responsabilidade em relação à sua própria saúde, e também com a de seu parceiro.
Mas assim como se deve ter cuidado com o tipo da alimentação que consumimos e com atividades físicas, é necessário atenção aos potenciais riscos relacionados ao sexo, para que esse aconteça de forma segura, tranquila e prazerosa.
O ato sexual pode ser o meio de transmissão de inúmeras doenças, denominadas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). O contágio acontece através do contato direto entre as mucosas dos órgãos envolvidos (pênis, vagina, ânus ou boca), bem como a exposição às secreções sexuais (esperma ou secreções vaginais).
Desse modo, diversos microorganismos como vírus, bactérias e fungos encontram uma forma de infectar outros indivíduos e continuar a se propagar na espécie humana.
Historicamente, há vários exemplos de epidemias de DSTs de alcance global, como a sífilis no século XVI e a aids mais recentemente, com um grande número de mortes. Ainda hoje, apesar do desenvolvimento da ciência, milhões de pessoas continuam se infectando, adoecendo e, infelizmente, perdendo a vida por doenças que são passíveis de prevenção.
Mas por que isso continua acontecendo? Mesmo em um tempo em que todos têm acesso à informação, em que todos conhecem os métodos para evitar o contágio pelas DSTs?
O principal paradigma é que informação não significa necessariamente ação. No momento do ato sexual, é preciso agir com responsabilidade em relação à sua própria saúde, e também com a de seu parceiro.
O uso do preservativo (camisinha) e/ou outros métodos de barreira (camisinha feminina, protetores de boca e língua) é fundamental e imprescindível, até que o casal tenha feito os exames laboratoriais que comprovem a inexistência de DSTs. Isso porque a maioria dessas doenças pode não apresentar sinais ou sintomas, levando à falsa idéia que a pessoa não é portadora de uma infecção.
Pessoas saudáveis, bonitas, jovens ou idosos, hetero ou homossexuais, solteiras ou casadas podem abrigar uma DST sem aparentar e sem saber disso. Diversos Centros de Testagem e Aconselhamentos (CTAs) espalhados pelo país estão aptos a realizar essa triagem. E a responsabilidade com o ato sexual saudável continua após a testagem, pois é necessário um diálogo aberto e sincero sobre possíveis parceiros sexuais fora do relacionamento.
Ao longo do ano, essa coluna irá abordar os diversos aspectos relacionados com as DSTs. O tema não é fácil, pois envolve tabus, costumes culturais, vergonha, culpa e, muitas vezes preconceito, que dificultam o diálogo franco e objetivo, fundamental para que os métodos de prevenção saiam do papel e sejam colocados em prática na hora do ato sexual.
Converse e seja sincero com seu parceiro sobre a importância da testagem para DST's e uso do preservativo. Sexo é saúde, pratique com responsabilidade.