Jovens que ouvem mais música estão mais propensos à depressão

Por outro lado, quem lê mais livros tem menos tendências à doença

Por Minha Vida - publicado em 05/04/2011


 De acordo com aUniversity of Pittsburgh School of Medicine, nos Estados Unidos, adolescentes que passam muito tempo ouvindo música estão mais propensos a desenvolverem depressão, enquanto os que preferem os livros estão mais distantes da doença. O estudo - publicado na edição de abril do Archives of Pediatric and Adolescent Medicine - foi feito com 106 adolescentes, sendo que 46 deles foram diagnosticados com depressão.

Em cinco semanas, os especialistas observaram os jovens mais de 60 vezes, pedindo que eles relatassem se haviam sido expostos a cinco tipos de mídias: televisão ou cinema, música, jogos, Internet, revistas ou jornais e livros.

Os pesquisadores perceberam que os adolescentes que ouviram mais música, comparados aos que ouviram menos, eram 8,3 vezes mais propensos à depressão. Já dos que leram mais livros, em comparação aos já citados, apenas um décimo sofreu do mesmo mal. Os outros tipos de exposição não tiveram resultados significantes.

De acordo com o estudo, ainda não se sabe se a relação entre música e depressão é se as pessoas ouvem canções como válvula de escape, se ouvir música realmente causa depressão ou os dois motivos. No entanto, sabe-se que esses dados podem ajudar médicos e pais a relacionarem o comportamento ao transtorno.

A música também faz bem


Em contrapartida, uma série de outros estudos aponta que ouvir música está diretamente ligada à sensação de bem-estar. Isso porque ela se transforma em estímulos elétricos assim que chegam ao nosso cérebro, provocando o aumento da produção de endorfina, o chamado hormônio da felicidade. Essa característica é muito explorada na musicoterapia, cuja técnica utiliza sons para tratar pacientes físico e psiquicamente.

No entanto, nem todas as músicas causam a mesma reação em nosso organismo. Algumas podem, inclusive, piorar o quadro clínico de pacientes com distúrbios psíquicos, como os pacientes depressivos.

"Se o paciente sofre de algum distúrbio psíquico, por exemplo, e ouve uma música que o deixa alterado, ele pode chegar a ter um surto psicótico, por exemplo. Por isso, é preciso muita observação durante os primeiros dias do tratamento e ao histórico musical da pessoa", explica a musicoterapeuta Suzana Brunhara. 


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