Quatro em cada 10 mulheres com mais de 80 anos tem algum tipo de problema cognitivo, diz um estudo feito pela Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos. Segundo os autores da pesquisa, os casos são ainda mais comuns em pessoas com histórico de derrame ou depressão, doenças conhecidamente ligadas a casos de demência da terceira idade.
O estudo contou com a participação de 1300 mulheres com mais de 85, que fizeram testes cognitivos durante alguns meses. Além disso, o histórico médico de cada uma das voluntárias foi analisado, com a intenção de saber quais delas já haviam sofrido com derrames ou depressão.
A pesquisa mostrou que aproximadamente 20% das mulheres nessa faixa de idade tinham demência, e 23% sofriam com algum outro tipo mais brando de problema cognitivo. A doença de Alzheimer correspondeu a 40% dos casos de demência.
Segundo dados do IBGE, 1,8 milhões de brasileiros têm mais de 80 anos de vida. Por isso, é preciso que os parentes fiquem cada vez mais atentos aos primeiros sinais da doença, como falta de memória e a dificuldade de interação com outras pessoas, já que o tratamento precoce diminui alguns sintomas das doenças.
Prevenção contra demência
Além de ficar atento aos primeiros sinais da doença de Alzheimer, uma dieta rica em frutas oleaginosas (como castanhas, nozes e amêndoas), peixes e legumes diminuem significativamente as chances de que uma pessoa desenvolva o Mal de Alzheimer, segundo um estudo feito pela Universidade Columbia, em Nova York. Essa conclusão foi tirada da análise, feitas por pesquisadores, das dietas de 2.148 adultos americanos com mais de 65 anos. Mais de 35 milhões no mundo sofrem com a doença, de acordo com os dados da organização Alzheimer's Disease International (ADI).
Durante os quatro anos de duração do estudo, 253 dos adultos do grupo desenvolveram o Mal de Alzheimer. Foi possível, então, perceber um padrão: aqueles cuja dieta incluía oleaginosas, peixes, aves, frutas, verduras e que apresentavam menos laticínios gordurosos e carne vermelha apresentaram menos chances de desenvolver a doença.
De acordo com os médicos americanos do Alzheimer's Research Trust, adaptar o estilo de vida à medida que se fica mais velho - fazendo exercícios regularmente, prestando atenção à dieta e mantendo uma vida social ativa - pode reduzir os riscos do Alzheimer. No entanto, não há dieta ou estilo de vida que elimine esses riscos por completo.