Idosos que se exercitam estão mais protegidos de derrames

Natação e bicicleta são algumas das atividades que podem ser feitas

Por Minha Vida - publicado em 09/06/2011


Pessoas que continuam a fazer exercícios moderados ou intensos durante a terceira idade têm menos chances de sofrer lesões cerebrais leves, conhecidas como derrames silenciosos, diz um estudo feito por cientistas da Columbia University e da Florida's University, nos Estados Unidos.

Derrames silenciosos normalmente não são reconhecidos, já que os pacientes não apresentam sintomas que costumam aparecer em derrames maiores, como dor de cabeça, tontura, dificuldade de falar e paralisia em alguma parte do corpo. Mesmo sendo menos graves, eles podem causar problemas em longo prazo, como perda de memória e pequenas dificuldades cognitivas.

O estudo contou com a participação de 1200 idosos, entre 60 e 70 anos, que não tinham sofrido nenhum tipo de derrame. Todos os voluntários responderam um questionário sobre como cada um praticava exercícios até o começo da pesquisa. Seis anos depois, quando os participantes tinham uma média de idade de 70 anos, todos foram submetidos a exames de ressonância magnética para tentar identificar a ocorrência de derrames.

Esses exames mostraram que 197 participantes, ou 16% do grupo, tinham pequenas lesões no cérebro que indicavam derrames silenciosos. A partir dos dados coletados, os cientistas descobriram que os idosos que continuaram a fazer exercícios têm 40% menos chances de ter esses derrames silenciosos, comparados às pessoas que fazem exercícios durante toda a vida e deixam de praticar atividades físicas moderadas depois que atingem os 60 anos.

Segundo os cientistas, praticar exercícios moderados, como dança, caminhada com um ritmo mais intenso, natação, corrida e andar de bicicleta - durante 75 minutos por semana - já é o suficiente para proteger o cérebro de derrames silenciosos. 

Dormir pouco aumenta as chances de derrame

Outra pesquisa, da Warwick Medical School, publicada no European Heart Journal, mostra que a privação prolongada do sono e os padrões de sono mais irregulares podem ter consequências graves para a saúde.

Pesquisadores têm ligado a falta de sono a acidentes vasculares cerebrais, ataques cardíacos e doenças cardiovasculares que muitas vezes resultam em morte precoce.

Os autores do estudo conduziram uma investigação que acompanhou a análise de sete a 25 anos de mais de 470 mil participantes de oito países, incluindo Japão, Estados Unidos, Suécia e Reino Unido.  

De acordo com os pesquisadores, dormir pouco faz com que as pessoas produzam hormônios e substâncias químicas no organismo que aumentam as chances de desenvolver doenças cardiovasculares, derrames e outras condições de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto e obesidade. Dormindo cerca de sete horas por noite, você está protegendo a sua saúde futura e reduzindo o risco de desenvolver doenças crônicas.  


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