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Cocaína causa danos cardíacos sem mostrar sintomas

Pesquisa afirma que 73% dos viciados já teve um infarto silencioso

Por Minha Vida - publicado em 22/06/2011


O abuso da cocaína pode provocar danos no coração sem que a pessoa apresente sintomas, revela um estudo divulgado pela publicação médica British Medical Journal.

Para o estudo, foram agrupados 25 homens e cinco mulheres com uma idade média de 37 anos e que consumiam, aproximadamente, 5,5 gramas de cocaína durante 12 anos em média. A pesquisa revelou que metade desses viciados também consumia outras substâncias nocivas, como ópio e álcool, e cerca de 20% deles estavam infectados com hepatite C ou com o HIV.

Os autores fizeram uma série de testes físicos e ressonâncias magnéticas para detectar qualquer anormalidade na função do coração. Ao final dos exames, notaram que, embora a função do coração parecesse normal em todos os casos, foram haviam anomalias em 12 pacientes e 83% de prevalência de danos estruturais.

Quase a metade das pessoas examinadas apresentava edema do ventrículo inferior esquerdo, que indica um dano recente ao coração. As ressonâncias magnéticas também revelaram danos no tecido cardíaco em 73% dos viciados na droga, que poderiam ter sido causados por um infarto silencioso.

Segundo os estudiosos, as autópsias revelam que um em cada cinco viciados em cocaína tem uma inflamação do miocárdio, e um quarto dos infartos não mortais nas pessoas menores de 45 anos pode estar associado ao consumo de cocaína. Entretanto, essa inflamação, também chamada de miocardite, pode gerar infartos mortais.

Os autores concluíram que o abuso de múltiplas drogas pode ter contribuído para o tipo de dano detectado nos viciados em cocaína, mas advertem que isso não explicaria todos os casos.

Cigarro, colesterol e álcool trazem risco à saúde do coração
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares causam 17,5 milhões de mortes por ano no mundo. Existem alguns fatores de risco e eles são divididos em duas categorias: principais e contribuintes.

Os fatores de risco principais são aqueles cujo efeito de aumentar danos cardiovasculares já foi amplamente comprovado: hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo, idade, predisposição genética e sexo (gênero).

Os fatores contribuintes são aqueles que podem dar lugar a um risco cardiovascular maior, mas cujo papel exato na propensão às doenças cardíacas não foi definido ainda: estresse, hormônios sexuais, contraceptivos orais, café e álcool. A seguir, veja quais são os fatores de risco mais comuns no nosso dia a dia e como eles agem contra a saúde do coração.

Cigarro
Pesquisas mostram que o tabagismo aumenta a frequência cardíaca, contrai as artérias e pode causar graves irregularidades nos batimentos cardíacos, aumentando a carga de trabalho do coração. Fumar também aumenta a pressão sanguínea, o que eleva o risco de acidente vascular cerebral em pessoas com hipertensão. "Em linhas gerais, o cigarro agride as paredes vasculares, aumentando as chances de aterosclerose (doença que leva a formação de placas na parede das artérias), entre outros malefícios" explica a nutricionista e pesquisadora do Instituto do Coração (Incor), Fernanda Reis de Azevedo.

"O cigarro tem substâncias que sabidamente só causam danos à saúde. Além de carcinogênica, a nicotina aumenta a pressão arterial e reduz o bom colesterol. Também pode aumentar a trombogenicidade, perturbando o processo de coagulação do sangue", reforça o cardiologista do Incor, Bruno Caramelli.

Apesar de a nicotina ser o principal agente ativo do cigarro, outros produtos químicos, como o alcatrão e o monóxido de carbono, também são prejudiciais para o coração. Eles contribuem para o acúmulo de placas de gordura nas artérias, danificando as paredes dos vasos sanguíneos. Também afetam o colesterol e os níveis de fibrinogênio (responsável pela coagulação do sangue), aumentando assim o risco de um coágulo que pode levar ao ataque cardíaco.

Colesterol
O colesterol elevado no sangue é um dos principais fatores de risco cardiovascular. Estudos demonstram que, ao reduzir o nível de colesterol no sangue, se reduz consideravelmente o risco de se ter doenças no coração. O LDL se denomina mau colesterol porque acredita-se que níveis elevados desta substância contribuem para doença cardiovascular.

O excesso de LDL no sangue dá lugar a uma acumulação de gordura capaz de formar placas nas paredes das artérias. Assim, se inicia o processo de arteriosclerose. Já as partículas de HDL transportam o colesterol das células novamente ao fígado, onde pode ser eliminado pelo organismo. Este colesterol é conhecido como bom, porque acredita-se que níveis elevados desta substância reduzem o risco cardiovascular.  

Álcool
Segundo a American Heart Association (Associação norte-americana do coração), beber muito álcool pode aumentar os níveis de algumas gorduras no sangue (triglicérides). O hábito também pode causar hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e um aumento da ingestão de calorias, o que pode levar à obesidade e aumento do risco de diabetes.

O consumo excessivo de álcool também pode ser um gatilho para acidente vascular cerebral, além de causar outros problemas, como cardiomiopatia (doença do músculo cardíaco), arritmia e morte súbita cardíaca. 



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