Um estudo publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology revelou que exposição pré-natal a animais de estimação, o tipo de parto da mãe e a etnia são fatores que influenciam riscos de desenvolvimento de alergias em crianças até os dois anos. A análise foi realizada por pesquisadores do Henry Ford Hospital, nos Estados Unidos.
A pesquisa contou com a colaboração de 1.187 recém-nascidos, cujas amostras de sangue foram coletadas em três momentos: no momento do nascimento, aos seis meses, ao completar um ano e aos dois anos de idade. Dessa forma, foi possível medir os níveis de anticorpos imunoglobulina do tipo E, ou IgE, que está diretamente ligada ao desenvolvimento de alergias e asma. As taxas baixas desses anticorpos indicam um risco maior de desenvolver complicações respiratórias.
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Os resultados mostraram que os níveis de IgE eram 28% mais baixos em crianças cujas mães tinham pets dentro de casa; 16% mais baixos nos bebês que estavam expostos a animais domésticos e tinham nascido de parto normal; 43% mais baixos nos bebês com mães que passaram o pré-natal em contato com animais e optaram pela cesariana; 33% mais baixos em bebês europeus, asiáticos e do Oriente Médio e 10% mais baixos em crianças cujas mães tiveram contato com animais e eram afro-americanas.
Os pesquisadores acreditam que uma exposição ampla a diversas microbactérias no próprio lar, enquanto o bebê ainda está na barriga da mãe e mesmo depois do nascimento, afeta o desenvolvimento do sistema imunológico infantil.
Exposição a mofo aumenta de asma na infância
Outro novo estudo publicado no Annals of Allergy, Asthma & Immunology revelou que crianças que crescem em lares com mofo são mais propensas a desenvolver asma na infância.
A pesquisa, liderada por pesquisadores na University of Cincinnati, nos Estados Unidos, contou com a colaboração de 176 crianças, que foram acompanhadas desde o nascimento até completarem sete anos. Foram analisados, então, quais fatores poderiam estar associados ao desenvolvimento da doença.
Os resultados apontaram que crianças expostas a mofo dentro de casa durante o primeiro ano de vida têm 2,6 vezes mais chances de receber o diagnóstico de asma até os sete anos do que aquelas que tinham pouco ou nenhum contato com esse tipo de fungo. No total, 18% das crianças analisadas tiveram asma.
Outros fatores que também contribuíram para o aparecimento da doença foram histórico alérgico familiar e alergia a ácaros presentes no pó doméstico. Os sintomas da asma vão desde uma tosse seca e persistente até episódios de falta de ar, que requerem tratamento de emergência.