Um estudo publicado no periódico Strokes: Journal of the Amecian Heart Association revelou que mulheres vítimas da depressão têm mais chances de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) do que aquelas não diagnosticadas com a doença. A análise foi liderada por pesquisadores norte-americanos de centros como a Harvard School of Public Health.
A pesquisa contou com mais de 80 mil mulheres entre 54 e 79 anos. Todas faziam parte de uma análise chamada Nueses? Health Study, que as acompanhava desde meados dos anos 1970. Neste estudo, entretanto, foram observados registros médicos entre 2000 a 2006. Nenhuma delas havia tido um AVC antes de o estudo começar e 22% receberam o diagnóstico de depressão.
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Os resultados mostraram que a probabilidade de as participantes com depressão sofrerem um AVC era 29% maior do que a de mulheres sem o problema. Durante o curso da pesquisa, mais de mil participantes sofreram um AVC.
Segundo os especialistas, não é a depressão isolada que aumenta as chances de AVC, mas, sim, os hábitos característicos de pessoas portadoras da doença. Isso porque indivíduos com depressão tendem a negligenciar cuidados com a saúde e ainda se tornam adeptos de práticas como o tabagismo e o sedentarismo.
Alimentação pode ajudar a combater a depressão
A alimentação pode ajudar a produzir mais serotonina, aumentando o bom humor e ajudando no combate da depressão, entretanto, vale lembrar que ela não substitui o tratamento da depressão, com a intervenção medicamentosa e terapia. "Para a produção cerebral da serotonina há necessidade de "matérias primas" (chamadas de cofatores) fundamentais para sua síntese, como exemplos: triptofano (aminoácido), magnésio, cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas)", ressalta o nutrólogo Roberto Navarro. A seguir, conheça alguns alimentos que melhorar o seu humor e são excelentes coadjuvantes para dar uma "forcinha" no combate da doença.
Castanha-do-pará, nozes e amêndoas: elas são ricas em selênio, um poderoso agente antioxidante. Segundo a nutricionista Abykeyla Tosatti, elas colaboram para a melhoria dos sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. As quantidades diárias recomendadas são duas a três unidades de castanha-do-pará ou cinco unidades de nozes ou 10 a 12 unidades de amêndoas. Mas também dá para fazer um mix saboroso dessas oleaginosas.
Leite e iogurte desnatado: eles são ótimas fontes de cálcio, mineral que elimina a tensão e depressão. "O cálcio ajuda a reduzir e controlar o nervosismo e a irritabilidade. Ele participa também das contrações musculares, dos batimentos cardíacos e da transmissão de impulsos nervosos e regulariza a pressão arterial", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de 2 a 3 porções por dia.
Laranja e maçã: elas ganham destaque porque fornecem ácido fólico, cujo consumo está associado a menor prevalência de sintomas depressivos. Além disso, por ser rica em vitamina C, a laranja promove o melhor funcionamento do sistema nervoso, garante energia, ajuda a combater o estresse e previne a fadiga.
Mel: esse alimento estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Para usufruir dos benefícios, duas colheres de sobremesa, ao dia, são suficientes.
Ovos: "Eles são uma boa fonte de tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), que colaboram com o bom humor", aponta Abykeyla Tosatti. O recomendado é uma unidade por dia, no máximo. Quem tem colesterol alto deve se preocupar com o consumo em excesso, e evitar, principalmente a versão frita.