Adotar uma rotina de exercícios significa ser capaz de superar os obstáculos que, invariavelmente, surgirão. A chave do sucesso pode ser manter uma confiança de que você pode fazer isso. Um novo estudo, publicado no periódico American Journal of Preventive Medicine, explora como algumas estratégias cognitivas e habilidades aumentam a autoconfiança, uma qualidade que os pesquisadores chamam de "autoeficácia".
Nos testes cognitivos, foram medidos fatores como memória espacial, capacidade de executar múltiplas tarefas e de inibir comportamentos indesejáveis. Juntos, esses testes avaliaram o que é conhecido como "função executiva".
Os participantes, então, foram divididos aleatoriamente em um programa de alongamento, tonificação e equilíbrio ou um programa de caminhada - três vezes por semana durante um ano. A autoeficácia dos participantes passou a ser avaliada após três semanas no programa.
Os pesquisadores descobriam que algumas habilidades e estratégias aumentaram a adesão dos participantes aos programas de exercícios. Duas funções executivas - a habilidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo e de inibir comportamentos indesejáveis - contribuíram significantemente à aderência, pois aumentaram a eficiência dos participantes. Além disso, o uso frequente de estratégias autorreguladoras, como estabelecer metas, manejar o tempo, monitorar-se e chamar outras pessoas para acompanhá-las aumentou a taxa de adesão aos programas.
É como se a autorregulação ajudasse as pessoas a permanecerem engajadas na atividade física, em especial pessoas mais velhas. Como as suas funções executivas diminuem com a idade, os pesquisadores acreditam que ajudar pessoas mais velhas a estabelecerem metas para si mesmas as ajudaria a manter o foco em uma vida longe do sedentarismo.
Estudos anteriores mostraram que exercícios aeróbicos, como caminhada, melhoram as funções cerebrais em idosos. Dessa forma, a sua participação em um programa de exercícios reforça as funções cognitivas que aumentam a autoeficácia, aumentando a sua capacidade de perseguir os seus objetivos.
Vida social também melhora cognição cerebral em idosos
Estar entre amigos e ter uma vida social ativa ajudam a preservar a saúde física e mental dos idosos, sugeriu um estudo do Centro Médico da Universidade de Rush, de Chicago (EUA).
A pesquisa identificou que como, em geral, os idosos gastam menos tempo engajados em atividades sociais sua função motora tende a piorar mais rapidamente. Apenas 10% das pessoas com mais de 65 anos realizam a quantidade recomendada de exercícios físicos de 2,5 a 5 horas por semana.
Outros estudos também indicam que estimular a atividade mental e a socialização na terceira-idade protege contra o avanço de doenças relacionadas à atividade cerebral.
Uma pesquisa que analisou 906 idosos, com idade média de 80 anos, em Illinois (EUA), durante um período de cinco anos, relacionou o aumento da vida social com a melhor realização de uma gama de tarefas, incluindo andar em linha reta e girar em círculos sem perder o equilíbrio.
As análises também consideraram que a redução na atividade social pode ser simplesmente um sintoma de declínio físico, uma vez que as pessoas podem naturalmente participar de menos compromissos sociais quando têm suas habilidades motoras diminuídas. Entretanto, a maioria dos pesquisadores concorda que é importante incentivar e motivar os mais velhos para se integrarem e se movimentarem mais, pois se tratam de hábitos que preservam a lucidez.