Um estudo apresentado na reunião anual da European Society of Cardiology revelou que pessoas que sobreviveram a um ataque cardíaco, mas que ficam com raiva facilmente ou estão frequentemente estressadas, têm mais chances de sofrer outro ataque. A análise contou com a participação de cientistas do Institute of Clinical Phisiology, na Itália.
A pesquisa envolveu 228 participantes que já tiveram um ataque cardíaco, sendo 200 deles do sexo masculino. Acompanhados ao longo de dez anos, 51 foram vítimas de outro ataque e 28 destes morreram. A pesquisa levou em conta outros fatores de risco, como doenças cardíacas, idade, hereditariedade, pressão sanguínea e colesterol.
Descubra seu
peso ideal
Saiba se você está acima
ou abaixo do peso.
Foi observado que mais da metade dos sobreviventes de infarto, que tiveram grande pontuação em testes para identificar problemas de raiva, sofreram outro ataque - fatal ou não. Já entre os que obtiveram baixa pontuação, a probabilidade de sofrer outro ataque foi de uma em quatro pessoas.
Os resultados apontaram que pessoas com altos níveis de raiva tinham 2,3 vezes mais chances de ter outro ataque cardíaco em comparação aos que apresentaram baixa pontuação na mesma escala. Já os que declararam sofrer altos níveis de estresse tinham uma chance quase duas vezes maior de apresentar reincidência do quadro.
Relação sexual aumenta chances de ataque cardíaco em sedentários
Pessoas que não se exercitam regularmente também correm mais riscos de sofrer um ataque cardíaco quando praticam alguma atividade física repentina, como correr ou fazer sexo. É o que afirmam pesquisadores do Tufts Medical Center, em Boston, nos Estados Unidos.
A pesquisa foi publicada na Associação Médica Americana. A equipe analisou dados de 14 estudos que examinavam a ligação entre sexo e o risco de problemas cardíacos e descobriu que as pessoas que não se exercitavam regularmente são três vezes mais propensas a sofrer um ataque cardíaco ou uma morte cardíaca súbita quando fazem exercícios repentinos.
No caso do sexo, os pesquisadores comprovaram que essas pessoas têm 2,7 vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco durante o sexo ou imediatamente após, em comparação com os que não fazem. Essas descobertas não valem para morte cardíaca súbita.
Os estudiosos afirmam que os riscos aumentam somente por uma ou duas horas durante e depois da atividade física súbita ou prática sexual.
Eles declararam, ainda, que é importante equilibrar as descobertas com outros estudos, por exemplos os que mostram que atividade física regular reduz em 30% os riscos de ataques cardíacos e morte cardíaca súbita.
O estudo reforça a tese de que os indivíduos que não fazem exercícios regularmente não podem começar uma atividade física moderada ou pesada de forma repentina. A intensidade dos exercícios deve ser lenta e gradual.