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Fratura da bacia aumenta cinco vezes o risco de morte em idosas

Alimentação rica em proteínas fortalece os ossos na terceira idade

Por Minha Vida - publicado em 28/09/2011


 Mulheres com idade entre 65 e 69 anos que fraturam a bacia têm um risco até cinco vezes maior de morrer em um ano, diz um estudo feito pelo National Institutes of Health (EUA) e publicado na revista Archives of Internal Medicine. De acordo com os cientistas, essa pesquisa chama a atenção para o fato de que o primeiro ano após a fratura da bacia é um período crítico para as mulheres idosas, principalmente as mais jovens - com até 69 anos.

Segundo a Fundação Internacional contra a Osteoporose, com sede nos Estados Unidos, ocorrem 1,6 milhão de fraturas de bacia por ano, 51% delas na Europa e na América. Metade das mulheres com mais de 50 anos irá quebrar algum osso por causa da osteoporose.

O estudo recolheu informações de cerca de 10 mil mulheres americanas, que se inscreveram de 1986 a 1988 em um projeto de pesquisas sobre fraturas relacionadas à osteoporose. Em 20 anos, 1.116 voluntárias sofreram fraturas na bacia. Elas foram comparadas, por idade, a um grupo de 4.464 mulheres que não se machucaram.

Os números finais sugerem que a fratura da bacia desempenha um papel importante na piora da saúde feminina. O risco de vida é maior nos três primeiros meses após a fratura, o que leva a supor que a internação, cirurgia e imobilização levam a outras complicações, que resultam em morte.

O estudo também descobriu que mulheres com idade entre 70 e 79 anos têm duas vezes mais chances de morrer em um ano, e aquelas com mais de 80 anos têm o triplo de chances. As três principais causas de morte entre as mulheres estudadas foram problemas cardíacos, câncer e derrame.  

Consumo de proteínas diminui o risco de fraturas

A fratura de bacia é um dos problemas mais sérios na terceira idade. Como os idosos têm menos equilíbrio, as quedas e consequentes fraturas se torna um risco grande para a saúde. Mas a alimentação pode ter um papel importante na diminuição nos casos de fratura. Idosos que consomem uma dieta rica em proteína são menos propensos a sofrer fraturas de quadril do que idosos cuja ingestão diária deste nutriente é menor, de acordo com novo estudo do Institute for Aging Research, em Boston, EUA.

Os pesquisadores analisaram a dieta diária de 946 idosos e, assim, puderam constatar que aqueles que consumiam uma taxa abaixo de 25% de proteína, ou seja, menos do que as 46 gramas de proteína por dia recomendada pelos médicos, tiveram suas chances dobradas de sofrer uma fratura no quadril em comparação aos que consumiam maiores quantidades de proteína.

Outros estudos, mais voltados para a alimentação, demonstraram, ainda, que a ingestão de proteína está também ligada à maior densidade mineral óssea. De acordo com os pesquisadores, a maioria das fraturas ocorre após uma queda, o que pode ser causado pela menor massa muscular e diminuição da força nas extremidades inferiores. Por isso, a proteína na dieta pode ser eficiente para proteger idosos contra as fraturas, através da construção de músculos mais fortes nas pernas. 

Após o estudo, os médicos recomendam que os idosos consumam pelo menos 46 gramas de proteína por dia, que pode ser obtida de fontes animal (queijo, leite, frango) ou vegetal (legumes, grãos, nozes e sementes). Além da dieta, a prática de exercícios para construir músculos mais fortes e melhor equilíbrio, bem como outras estratégias de prevenção de quedas, regular, como reduzir os riscos em casa, pode ajudar a proteger idosos contra quedas e fraturas no quadril.  



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