Idosos com pouca testosterona correm maior risco de quedas

Médicos podem indicar suplementos hormonais para evitar o problema

Por Minha Vida - publicado em 27/10/2011


A baixa quantidade de testosterona em homens idosos pode estar ligada a perda acentuada de massa muscular, diz um estudo feito pela Kaiser Permanente Northwest, em Portland (EUA). Segundo os pesquisadores, os homens perdem músculos de forma mais acentuada do que as mulheres quando chegam à terceira idade e, por isso, correm mais riscos de quedas, já que o sistema muscular também é responsável pela manutenção do equilíbrio corporal.

Para realizar o estudo, os cientistas usaram dados de 1100 homens com 65 anos ou mais, durante o período de quatro anos e meio. Eles observaram que, na medida em que a idade avançava, os homens que apresentavam os menores níveis de testosterona eram aqueles que tinham maior perda de músculos, sofriam mais quedas e tinham maior dificuldade de locomoção.

A pesquisa também mostrou que os idosos que começaram a tomar suplementação hormonal, indicada por um médico, tiveram um aumento do volume muscular e relataram ter menos dificuldades de locomoção. Segundo os autores do estudo, mesmo que a queda na produção hormonal varie de acordo com o organismo de cada individuo, a visita constante ao médico a partir dos 65 anos de idade - para indicar ou não o uso de suplementos hormonais - é essencial para diminuir o número de quedas em idosos do sexo masculino.  

Quedas em idosos

Outra pesquisa, realizada pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), concluiu que quanto mais um idoso tem medo de cair, maiores são as chances de haver a queda. Os resultados da pesquisa foram obtidos a partir de testes feitos com 38 idosos com idade acima de 60 anos. Foram realizados três testes, que tinham como objetivo relacionar o raciocínio e a percepção espacial com as respostas motoras. Neles, os idosos tiveram que executar diferentes tarefas.

Foram testadas correlações entre as tarefas de raciocínio e a chamada Escala de Risco de Queda (ERQ). Esse indicador é o que mede o medo de cair durante a realização de atividades diárias, que consistiu em dezesseis perguntas, cuja reposta dos idosos variavam numa pontuação de um (não estou preocupado) a quatro (estou muito preocupado).

Ao relacionar as duas escalas, os pesquisadores chegaram à conclusão de que quanto maior a preocupação de queda do idoso, menor era sua pontuação na escala, portanto, menor era seu equilíbrio.  

Para se chegar aos resultados finais da pesquisa, foram testadas ainda, correlações entre o tempo que os idosos executavam cada tarefa de raciocínio (teste de trilhas e teste de cancelamento de estrelas) com a Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), que mede o equilíbrio estático e dinâmico em atividades, tais como alcançar um objeto, girar o corpo, transferir-se a outro local, permanecer em pé e levantar-se.  


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