Capacidade cognitiva começa a diminuir a partir dos 45 anos

Raciocínio diminui até 9,6% para homens e 7,4% para mulheres

Por Minha Vida - publicado em 10/01/2012


Segundo um estudo do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França em parceria com a University College de Londres, as capacidades cognitivas do homem já podem começar a declinar a partir dos 45 anos, e não aos 60 como se acreditava antes. 

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Uma série de testes de memória, vocabulário, raciocínio e expressão oral foram realizados com 5.198 homens e 2.192 mulheres de 45 a 70 anos, durante dez anos. Ao final do período, os pesquisadores notaram que o rendimento de raciocínio e expressão oral caiu 3,6%, para os homens de 45 a 49 anos, e 9,6% para os de 65 a 70 anos. No caso das mulheres, a queda também é de 3,6% para o primeiro grupo e de 7,4% para as mulheres de 65 a 70 anos. 

De acordo com os autores, esses resultados mostram que o rendimento cognitivo diminui com a idade. Se esse declínio ficar muito acentuado, o indivíduo pode vir a sofrer algum tipo de demência no futuro, como Alzheimer

Os estudiosos afirmam que é importante determinar a idade de início do declínio cognitivo, já que é mais eficaz atuar com medicamentos desde o começo para mudar a trajetória desse envelhecimento. 

Saiba diferenciar Alzheimer e envelhecimento

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que ataca o cérebro e provoca a perda das funções cognitivas, como memória, capacidade de orientação no tempo e/ou espaço e capacidade de planejamento. O problema se inicia com alterações na memória e avança progressivamente até a dependência total do paciente. 

Porém, os sintomas do Alzheimer vão além do simples esquecimento do dia-a-dia. Portadores da doença têm dificuldade para se comunicar, aprender e raciocinar. Problemas impactam o trabalho e atividades sociais e familiares. Como a doença é difícil de diagnosticar, é fundamental que pessoas com mais de 60 anos procurem um médico para entender melhor os sintomas. O diagnóstico precoce é chave para uma melhor qualidade de vida e controle da doença. 

A Alzheimer Association, nos Estados Unidos, desenvolveu um teste para ajudar a diferenciar sinais normais da idade com o mal de Alzheimer. Confira os sintomas: 

Perda de memória

Esquecer informações aprendidas recentemente é um dos primeiros sintomas da doença. Não se assuste, esquecer nomes e compromissos ocasionalmente é normal. Fique atento caso a pessoa comece a esquecer as coisas com mais frequência e fique incapaz de relembrar o assunto posteriormente. 

Dificuldade para realizar atividades rotineiras

Portadores de Alzheimer têm dificuldade para planejar e completar tarefas do dia-a-dia, como preparar uma refeição, fazer uma ligação ou jogar um jogo. Porém, esquecer, ocasionalmente, o que você ia dizer ou o que você ia fazer é normal. 

Poder de julgamento e raciocínio abaixo do normal

Vestir-se de forma inapropriada, com várias camadas de roupa em dias quentes ou pouca vestimenta em dias frios. Pacientes mostram pouca capacidade de julgamento, como doar alta soma de dinheiro sem motivo específico. 

Problemas com pensamento abstrato

Dificuldade acima do comum para realizar raciocínios mentais, como esquecer para que servem os números ou como devem ser usados, é outro sinal do problema. Porém, achar difícil decifrar ou desenvolver uma fórmula matemática é normal.  

Errar o lugar as coisas

Pessoas com Alzheimer podem errar o lugar de coisas usuais. Por exemplo, colocar o ferro de passar no freezer é um sintoma comum da doença. Entretanto, é normal colocar as chaves do carro ou carteira em lugar estranho de vez em quando. 

Mudanças de humor e comportamento

Rápida alternância de humor e comportamento também é um sinal de doença. Pacientes mudam de humor muito rápido e sem motivos aparentes. Podem ir de um estado calmo ao depressivo e raivoso em pouco tempo.  

Problemas com a linguagem

Esquecer palavras simples, substituir palavras comuns e usuais, dificultar a forma de falar ou escrever pode ser um sinal da doença. Por exemplo, um portador do problema não consegue encontrar a escova de dente e, ao invés de perguntar "onde está minha escova de dente?", perguntaria "onde está o objeto de limpar a boca?". 


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