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Está mais do que comprovado que comer além da conta pode causar diversas complicações como obesidade, colesterol alto e problemas cardíacos. Agora, uma pesquisa comprova que exagerar na dieta aumenta os riscos de você sofrer com doenças como o Alzheimer no futuro.
O estudo foi desenvolvido Centro Monte Sinai de Alzheimer, em Nova York (EUA), e envolveu mais de 1.200 pessoas, com idades entre 70 e 89 anos. Os participantes responderam um questionário sobre os seus hábitos alimentares do ano anterior e foram divididos em três grupos: os que comeram entre 600 e 1.526 calorias por dia, os que ingeriram entre 1.526 e 2.143 calorias e aqueles que comeram entre 2.143 e 6.000 calorias por dia.
Após analisados os resultados, os pesquisadores descobriram que os idosos que ingeriram entre 2.100 e 6.000 calorias por dia eram duas vezes mais propensos a desenvolver problemas de memória, que podem evoluir para outras doenças, como Alzheimer. Os resultados também levaram em consideração outros fatores, como idade, sexo, escolaridade, histórico de acidente vascular cerebral e depressão.
Segundo os autores da análise, os resultados mostram que as pessoas com idades entre 70 e 80 anos não devem consumir mais do que 2.100 calorias por dia, pois assim evitam tanto os problemas de memória, como a obesidade, o diabetes e as complicações cardiovasculares.
Siga seis rastros do Alzheimer antes que ele se revele
O Mal de Alzheimer é uma doença silenciosa, que se revela aos poucos. Porém, algumas condições, como fumo, obesidade, hipertensão e diabetes, contribuem para o aumento de lesões no cérebro que levam à perda de cognição, afirma o psiquiatra Cássio Bottino, do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.
As lesões, associadas às dificuldades de conexão entre os neurônios (efeito do aumento da proteína beta-amilóide), dão origem à maioria dos diagnósticos de Alzheimer atualmente. "A demência vascular, ou seja, os problemas que surgem devido ao mau funcionamento do coração já são elementos tão importantes quando o crescimento fora de controle da proteína na descoberta da doença", afirma o neurologista e geneticista David Schlesinger, do Hospital Albert Einstein. A seguir, especialistas falam quais são os principais rastros do Alzheimer e dão dicas para você cuidar melhor da saúde.
Síndrome metabólica
A geriatra Yolanda Boechat, coordenadora do Centro de Referência em Atenção ao Idoso da UFF-RJ, explica que a síndrome metabólica é a associação de doenças como obesidade, hipertensão arterial, hiperglicemia (níveis elevados de açúcar no sangue), aumento dos níveis de triglicérides, diminuição dos níveis de colesterol "bom" HDL e aumento dos níveis de ácido úrico no sangue.
Em comum, todos esses males provocam um maior acúmulo de gordura no sangue, dificultando a circulação pelo corpo. Com isso, há um aumento de lesões microcardiopáticas, assim como a atrofia cerebral. O excesso de glicose no sangue, proveniente do diabetes, tem as mesmas consequências. Segundo a especialista, esses fatores, juntos, podem elevar a perda da memória em até 40%.
Hipertensão
Num quadro de hipertensão arterial, a intensidade com que o sangue circula acaba causando lesões nos vasos, inclusive nos do cérebro (mais sensíveis). "Danificados, eles acabam levando menos sangue, oxigenação e nutrientes para o cérebro", afirma Cássio Bottino. O tecido cerebral é muito dependente da oxigenação do sangue e pode perder capacidade caso surjam falhas vasculares.
Tabagismo
Outro fator apontado na pesquisa é o tabagismo. "O cigarro acelera o processo de envelhecimento neurológico e a atrofia cerebral, o que agrava as chances de Alzheimer", afirma Yolanda Boechat. Além disso, é possível que o risco aumente por causa de pequenos infartos cerebrovasculares que aumentam a morte de neurônios, provocados pelas toxinas presentes no cigarro.
Álcool
O consumo de mais de duas doses diárias de álcool, não importa a bebida, aumenta em quase 10% as chances de ter distúrbios neurológicos. Fora isso, o alcoolista crônico sofre com a perda de tecido cerebral, ou seja, o cérebro encolhe com o tempo e agravam-se problemas como esquecimento e perda da memória recente.
Sedentarismo
A atividade física banha o cérebro com endorfina, que é um hormônio antioxidante capaz de fazer uma faxina no cérebro e eliminar radicais livres, combatendo o envelhecimento das células "A prática regular de atividade física também contribui com a irrigação sanguínea das células neuronais, melhorando as conexões e o raciocínio", afirma a médica Yolanda. Segundo pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Rush, de Chicago (EUA), idosos devem praticar de 2,5 a 5 horas semanais de atividades físicas.
Depressão
Por fim, os pesquisadores indicaram a depressão como agravante do Alzheimer. A dificuldade de relacionamento causada pela depressão prejudica a memória e a capacidade de comunicação, inibindo o funcionamento de partes do cérebro. "Se não for tratada, a depressão pode levar à falência da área cerebral responsável pela memória (hipocampo), incluindo a de fatos recentes."