Dificuldades na cama aterrorizam homens e mulheres

Falta de excitação e ereção, além de dores afligem também os mais jovens

Por Minha Vida - publicado em 19/07/2007


Basta falar em saúde sexual e a primeira coisa que vem à cabeça são as DSTs (e, em certa medida, também outros males como endometriose e infertilidade). O que pouca gente leva em conta é a quantas anda a saúde da cachola em si, o que acredite! tem muito a ver com sua vida sexual. Atualmente, a maioria dos modelos de funcionamento sexual saudável são centrados em três etapas: desejo, excitação e orgasmo.

Mas a definição e a classificação da disfunção sexual incluem a deterioração ou a perturbação de uma dessas etapas , lembra a psicóloga e terapeuta sexual e de casais Margareth dos Reis, do Instituto H. Ellis, de São Paulo. Ou seja, o gatilho para uma transa bacana não começa embaixo, como você poderia pensar. Seu cérebro pode ser o grande responsável pela decadência das suas investidas amorosas.

Em um amplo estudo, realizado em 2004 pelo Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, intitulado Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, os autores identificaram disfunções sexuais em 50,9% das mulheres entrevistadas. Nelas, os maiores vilões da cama foram a dificuldade de excitação sexual, citada por 26% das entrevistadas. Para 17,8%, as dores incomodavam a relação. E 8,2% reclamaram da falta de desejo sendo que os números oscilaram entre 5,8% nas mais jovens chegando a 19,9% na faixa acima de 60 anos.

O estudo também mapeou os problemas que mais incomodam os homens. Nada menos do que 48,1% deles padecem de algum mal. Quase a metade, 45,1%, sofriam problemas de ereção, 25,8% tinham ejaculação precoce e 2,1% reclamaram de falta de desejo sexual. Na prática clínica, observa-se que as queixas femininas mais comuns são em relação à falta de desejo sexual e dificuldade de chegar ao orgasmo. Já as masculinas são em relação à dificuldade na ereção e no controle ejaculatório (ejaculação rápida) , observa Margareth.

Existem vários fatores de risco que predispõem ao surgimento dessas disfunções sexuais. Entre eles, problemas hormonais, neurológicos e vasculares, que podem desencadear ou manter o problema. Mas a disfunção só será considerada um transtorno mental quando não houver nenhuma doença orgânica por trás. Aí o paciente deve procurar ajuda de um terapeuta, sim. Isso pode fazer toda a diferença entre quatro paredes.


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