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Anticoncepcional em adesivo ou anel vaginal pode elevar risco de trombose

Estudo afirma que chance é 2,5 vezes maior que a da pílula à base de levorgestrel

Por Minha Vida - publicado em 14/05/2012


 Uma nova pesquisa desenvolvida pela Universidade de Copenhague, na Dinamarca, afirma que o uso de anticoncepcional não oral pode trazer mais risco de trombose do que as pílulas à base de levorgestrel (de segunda geração). O estudo foi publicado no periódico British Medical Journal e analisou dados de registros da Dinamarca envolvendo mais de 1,5 milhão de mulheres com idades entre 15 anos e 49 anos, acompanhadas de 2001 a 2010.

Segundo o estudo, o risco do adesivo hormonal é 2,5 vezes maior que o das pílulas de segunda geração, já o anel vaginal apresenta um risco duas vezes maior. Comparadas com mulheres da mesma idade que não usam anticoncepcionais, aquelas que usavam o adesivo tiveram um risco oito vezes maior, enquanto as que usavam o anel vaginal apresentavam um risco 6,5 vezes maior de ter a doença. 

No entanto, esses métodos ainda apresentam um risco de trombose mais baixo do que o das pílulas modernas que contêm drospirenona. Segundo a pesquisa, o implante subcutâneo apresentou risco um pouco maior que o de mulheres que não usam anticoncepcionais hormonais. Já o DIU hormonal até diminuiu o risco de trombose, segundo os autores do estudo. 

De acordo com os pesquisadores, os dados mostram que anticoncepcionais que usam apenas progesterona em sua composição são mais recomendáveis, já que não aumentam o risco de trombose. Eles explicam que os hormônios presentes nos outros anticoncepcionais alteram a circulação sanguínea, aumentando a formação de coágulos e favorecendo a trombose.

Já a assessoria da MSD, que produz o anel vaginal Nuvaring, único comercializado no Brasil, afirma que "o estudo mencionado tem limitações comuns a outros estudos semelhantes, pois não leva em conta ou diferencia esses fatores de risco prévios da população estudada". A MSD informa ainda que toda a linha de contraceptivos comercializada pela empresa apresenta estudos clínicos que chancelam a eficácia e a segurança desses produtos. Mantém também um serviço de farmacovigilância, que monitora todas as possíveis notificações.

Escolha o contraceptivo que combina com seu perfil

A opção por um ou outro contraceptivo precisa ser feita de acordo com as características da mulher e a opinião do especialista pode ser decisiva nessa escolha. Fique atenta às indicações e contraindicações de cada um: 

Preservativos

A ginecologista da Unifesp, Carolina Ambrogini, recomenda que a camisinha seja opção de todas as mulheres, mesmo que elas já se utilizem de outro método contraceptivo. Quando usado corretamente, o preservativo previne a gravidez e é eficaz na proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis. 

Dispositivo Intrauterino

O dispositivo intrauterino, mais conhecido como DIU, é uma estrutura de cobre inserida pelo médico no útero da mulher. "O método é bastante indicado para as mulheres que não podem se utilizar de hormônios", esclarece a ginecologista Carolina. O DIU é um método contraceptivo com eficácia em torno de 97% e pode permanecer no útero da mulher de 5 a 10 anos.  

Pílulas

"Hoje as pílulas provocam efeitos colaterais muito pequenos. Algumas mulheres, no entanto, relatam diminuição do desejo sexual e também ressecamento vaginal", afirma a ginecologista Carolina. A especialista esclarece que esses anticoncepcionais não têm efeito acumulativo no organismo e, com a interrupção do uso, param de provocar efeitos.  

Pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte é um método anticoncepcional de emergência que deve ser usado até 72 horas após a relação sexual desprotegida. Quando administrada em até 24 horas pós-coito, seu índice de falha gira em torno de 5%, aumentando consideravelmente com o tempo. Mas Carolina Ambrogini adverte que esse método não deve ser utilizado com frequência, pois vai perdendo gradativamente a eficácia. 

Várias opções

Há outras dezenas de maneiras de evitar a gravidez. Hoje já existe o preservativo feminino (ou camisinha feminina), que é um método de barreira. Há também diversos métodos hormonais (em forma de implantes subcutâneos, injeções, anéis e adesivos para a pele). 



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