Prevenção e tratamento da depressão

Entenda mais sobre a doença

POR MINHA VIDA - PUBLICADO EM 19/07/2007

Prevenção e tratamento
Prevenção
Alguns tipos de depressão não podem ser evitados já que algumas teorias científicas indicam que eles podem ser causados pelo mau funcionamento do cérebro. Mas há boas evidências de que ela pode ser evitada com bons hábitos de saúde. Uma alimentação adequada, exercícios, férias, não trabalhar em excesso e guardar um tempo para fazer as coisas que curte são algumas das coisas que ajudam a deixar a tristeza de lado.

Depressão clássica
Um indivíduo em depressão clássica sente um profundo e constante sentimento de desesperança e desespero. A depressão clássica é manifestada por uma combinação de sintomas que interferem na habilidade de trabalhar, estudar, dormir, comer e realizar atividades antes prazerosas. É comum que episódios de depressão ocorram várias vezes durante a vida.

Quem passa pela depressão clássica?
A depressão ocorre em homens e mulheres de qualquer idade. Porém ela acomete mais as mulheres. Há de duas a três mulheres deprimidas para cada homem. Não se pode ao certo determinar o motivo disso, mas os médicos avaliam fatores genéticos e hormonais. Mas também pode ser que a depressão nos homens não seja bem reportada. Os homens que sofrem de depressão clássica tendem a procurar menos ajuda do que as mulheres. Os sinais de depressão em homens estão mais relacionados à irritabilidade, raiva e uso abusivo de drogas e álcool.

O que pode gerar a depressão?
Dor (perda de uma pessoa amada, fim de um casamento)
Disputas interpessoais (conflitos com pessoas queridas, chefes ou abusos sexual, físico ou emocional)
Mudanças na vida (mudança de casa, graduação, troca de emprego, aposentadoria)
Déficits interpessoais (lidar com o isolamento social ou sentimentos de privação)
Nem todo mundo tem um motivo tem um motivo desses

Como a depressão clássica é diagnosticada?
Se você está deprimido ou tem sintomas que duram mais de duas semanas, procure um médico ou um psiquiatra. Seu médico lhe fará passar por uma avaliação, prestando bastante atenção ao seu histórico familiar e psiquiátrico. Não há exames específicos para detectar a depressão. Mas um exame de sangue, por exemplo, pode apontar doenças com sintomas parecidos com a depressão, como o hipotireoidismo.

Quais tratamentos estão disponíveis para o tratamento da depressão clássica?
A depressão clássica é uma doença séria, mas tratável. Seu médico, muito provavelmente, irá lhe prescrever um remédio antidepressivo. Uma terapia também pode ser recomendada.

Distimia
A distimia, também chamada de depressão crônica, é a forma menos intensa de depressão, mas seus sintomas duram por um longo período, inclusive anos. As pessoas que sofrem de distimia geralmente vivem normalmente, mas parecem estar sempre infelizes. É comum quem tem distimia também enfrentar a depressão clássica por um período. Isso é chamado de depressão dupla.

Os sintomas são os mesmos da depressão clássica:
Tristeza e pessimismo persistente Sentimento de culpa, desesperança ou que nada vale a pena Perda de interesse ou prazer por atividades que antes você curtia. Isso inclui o sexo
Dificuldade de concentração e reclamações de memória fraca
Ganho ou perda de peso
Fadiga, baixa energia
Ansiedade, agitação e irritação
Pensamentos suicidas
Movimentos e fala lentos
Dor de cabeça, de estômago e problemas digestivos

Como a distimia é diagnosticada?
Se você está deprimido e apresenta sintomas por mais de duas semanas, visite um médico ou um psiquiatra. Assim como em outros tipos de depressão, não existem exames físicos capazes de detectar a distimia. Só um médico poderá detectá-la.

Quais são os tratamentos?
A distimia é uma doença séria, mas tratável. Algumas pessoas vão reagir bem só com a terapia. Mas outras irão precisar da medicação.

Depressão atípica
Quem tem esse tipo de depressão sofre um aumento de apetite e, conseqüentemente, de peso. A pessoa tende a dormir muito e a ter alterações de humor ao longo do dia.

Doença maníaco-depressiva
É um transtorno bipolar que acomete cerca de 1% da população. Em geral, manifesta seus primeiros sintomas na adolescência, quando o jovem alterna fases depressivas com outras de euforia ou irritação. Pode também ter uma redução no número de horas necessárias de sono, hiperatividade e aumento da auto-estima. Ao mesmo tempo, não consegue realizar tarefas por causa de uma grande desconcentração.

Depressão sazonal

É aquela depressão que aparece todo ano, sempre na mesma época. É comum ocorrer no inverno, quando, além dos sintomas tradicionais da depressão, a pessoa sente uma extrema falta de energia, um aumento na necessidade de dormir, vontade de comer carboidratos, aumento do apetite, fome e desejo de ficar sozinho. É mais comum observá-la em pessoas que vivem em regiões de altas altitudes, onde as variações climáticas são maiores. Além disso, a luminosidade também pode ter um papel importante nesse tipo de depressão. Por isso, além dos remédios, o médico pode receitar mais luzes em sua casa ou escritório.

Além dos sintomas da depressão, a depressão psicótica também inclui algumas características da psicose, como alucinação e ilusões (pensamentos irracionais e medos). Os sintomas mais comuns são:
Ansiedade
Agitação
Hipocondria
Insônia
Imobilidade física
Constipação
Dificuldade intelectual
Psicose

O tratamento pode incluir uma internação hospitalar e a constante visitação médica. Uma combinação de antidepressivos e medicamentos anti-psicóticos costumam fazer os sintomas ficarem mais leves. A eletroconsulsoterapia também pode ser usada.

Depressão pós-parto
É uma complexa mistura de mudanças físicas, emocionais e de comportamento que ocorre após o parto. Essa depressão é atribuída a alterações químicas, sociais e psicológicas. Afeta de 50% a 75% das mulheres no período que vai do parto até o restabelecimento dos órgãos genitais da mulher (puerpério). Cerca de 10% das mulheres desenvolvem um tipo de depressão mais grave, que se estende por um longo período pós-parto. E uma a cada um milhão de mulheres tem a psicose pós-parto, a modalidade mais séria de depressão pós-parto.

Alguns fatores aumentam o risco de depressão pós-parto:
Ter um histórico de depressão ou de tensão pré-menstrual
A idade na época da gravidez. Quanto mais nova você for, maiores as chances
Pouco apoio
Filhos. Quantos mais filhos você tiver, mais chance há de desenvolver a doença
Conflitos no casamento
Dúvidas sobre a gravidez

Medicamentos
Há diversos tipos de remédios usados para tratar a depressão. Esses medicamentos aliviam os sintomas da depressão ao aumentar o fornecimento de substâncias químicas do cérebro, chamadas neurotransmissores. Acredita-se que eles melhoram as emoções. De todas as doenças psiquiátricas, a depressão é aquela que melhor responde ao tratamento com remédios. De 80% a 90% dos pacientes melhoram ao tomar medicamentos. Os remédios demoram cerca de duas semanas para começar a fazer efeito. Também é preciso prestar atenção nos efeitos colaterais e na maneira como o medicamento é retirado depois que os sintomas desaparecem. Não se pode parar de tomar as drogas de uma vez. Isso aumenta o risco de recaída.

Tratamento psicológico
A terapia pode ajudar no tratamento da depressão e até potencializar o efeito dos remédios.

Exercícios
A prática de atividades físicas traz inúmeros benefícios. Reduz, por exemplo, a ansiedade, o estresse, a depressão, aumenta a auto-estima e melhora o sono. Além disso, fortalece o coração, faz o corpo usar melhor o oxigênio, baixa a pressão, melhora o tônus muscular, reduz a gordura do corpo, faz você ficar esbelto e saudável. As pesquisas têm apontado que os exercícios são um eficiente, mas muitas vezes, subutilizado meio de amenizar a depressão. Qualquer que seja o tipo de atividade física escolhida, ela pode colaborar para melhorar o quadro depressivo.

Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.
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