Glossário
Ataque cardíaco: é o processo de morte ou falência de parte do músculo do coração. Ele ocorre quando o fluxo sanguíneo a este órgão diminui e faltam nutrientes e oxigênio para o seu bom funcionamento.
Auto-imune: reação do organismo contra tecidos e órgãos dele próprio. O corpo não consegue reconhecer suas partes e as ataca como se fossem nocivas ou estranhas. A diabetes é um exemplo de doença auto-imune.
Células beta: células localizadas no sangue que produzem e liberam insulina, o hormônio que controla os níveis de glicose no sangue.
Cetoacidose diabética: no organismo do paciente diabético, as células do corpo ficam sem acesso à glicose e, portanto, sem energia para o seu funcionamento. Elas passam então a quebrar outras células de gordura para conseguir açúcar. A quebra das células de gordura produz substâncias chamadas cetonas. Os níveis da cetona no sangue começam a se elevar, o que leva ao aumento da acidez na corrente sanguínea. O fígado, no entanto, continua a mandar o açúcar que está armazenado nele para o sangue, na tentativa de alimentar as células. Mas como não há insulina para realizar a passagem, o sangue fica cheio de glicose. A combinação entre este açúcar, desidratação e as etonas caracteriza a cetoacidose, que pode levar à morte se não for tratada rapidamente.
Colesterol: é um tipo de gordura presente nas células humanas. Ele pode ser o colesterol bom e o ruim. O LDL é o colesterol ruim e esta sigla significa lipoproteínas de baixa densidade. Em grandes quantidades ele pode formar placas de gordura que impedem a boa circulação do sangue. Há também o HDL, considerado o colesterol bom, cuja sigla quer dizer lipoproteínas de alta densidade. Acredita-se que estas substâncias são capazes de remover os cristais do colesterol ruim, o que evita o entupimento dos vasos sanguíneos.
Derrame cerebral: nome popular para o acidente vascular cerebral (AVC), uma lesão no cérebro que ocorre quando há falta de sangue na região cerebral. Isto pode acontecer devido ao entupimento ou rompimento de vasos sanguíneos.
Diabetes: disfunção no modo com que o organismo usa a digestão dos alimentos para crescer e produzir energia. A maioria das comidas que comemos é quebrada em partículas de glicose, um tipo de açúcar que fica no sangue. Esta substância é o principal combustível para o corpo. E para que ela chegue às células é preciso que a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, ajude nesta passagem. O diabetes ocorre quando a quantidade de insulina feita pelo pâncreas é insuficiente ou então quando as células não respondem da forma esperada à insulina produzida.
Diabetes tipo 1: tipo de diabetes é uma doença auto-imune. Significa que o sistema que seria responsável por defender o corpo de infecções (o sistema imunológico) atua de forma contrária e acaba lutando contra uma parte do próprio organismo. No diabetes, por exemplo, o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, matando-as. Assim, este órgão passa a produzir pouca ou nenhuma insulina, e a glicose fruto da digestão dos alimentos não chega às células do corpo. Por isso, quem tem diabetes do tipo 1 deve tomar insulina todos os dias.
Diabetes tipo 2: forma mais comum do diabetes. Nesta doença, quase sempre o pâncreas produz a quantidade suficiente de insulina, mas, por razões desconhecidas, o corpo não consegue utilizar esta substância de forma efetiva. O resultado é sobra de glicose no sangue e falta de combustível para as células.
Diabetes gestacional: doença caracterizada pelo aumento do nível de açúcar no sangue que aparece pela primeira vez na gravidez. Este problema acontece em cerca de 4% das mulheres que ficam grávidas. Ela pode desaparecer depois do parto ou transforma-se num diabetes do tipo 2.
Glicose: tipo de açúcar simples (monossacarídeo) utilizado como fonte de energia pelas células de todo o corpo.
Glucagon: hormônio produzido pelas células do pâncreas importante para o metabolismo das gorduras presentes no corpo. Ele aumenta os níveis de glicose no sangue, função oposta à exercida pela insulina.
Hiperglicemia: elevado nível de glicose (açúcar) no sangue.
Hipertensão: elevação da pressão arterial para níveis acima de 140/90. O aumento da pressão sanguínea pode trazer danos para o coração, cérebro e rins.
Hipoglicemia: baixo nível de glicose no sangue.
Hormônio: substância química produzida pelo corpo que age sobre um determinado processo ou órgão.
Insulina: hormônio produzido pelo pâncreas que tem como função baixar os níveis de glicose no sangue. Ele ajuda a transportar a glicose produzida pela digestão dos alimentos até as células do corpo.
Nefropatia: lesão ou doença no rim. Entre 35% e 45% das pessoas com diabetes desenvolvem problemas nos rins. O mau funcionamento destes órgãos pode levar à falência dos rins e a problemas no coração.
Neuropatia: doença nos nervos e o diabetes é sua principal causa.
Pâncreas: órgão do corpo humano que faz parte tanto do sistema digestivo como do endócrino. Ele secreta enzimas que ajudam na digestão e produz hormônios, como a insulina e o glucagon.
Pré-diabetes: começo do desenvolvimento do diabetes. Neste estágio, o paciente já apresenta os níveis de glicose no sangue acima do normal, mas em patamares abaixo dos que levam ao diagnóstico do diabetes.
Resistência à insulina: acontece quando as células do corpo não apresentam reação à insulina. Ou seja, este hormônio não consegue realizar sua principal função, que é levar a glicose às células.
Retinopatia: enfermidade na retina. Este problema ocorre em 75% a 95% dos adultos que têm diabetes por mais de 15 anos. Controlar os níveis de açúcar no sangue e a pressão arterial ajuda a prevenir esta doença. Apesar de atingir boa parte de quem tem diabetes do tipo 1, a perda da visão é insignificante na maior parte dos casos.
Rim: órgão responsável pela excreção de dejetos do corpo. Nos seres humanos existe um par de rins, estrutura em forma de feijão, que filtra os dejetos e os expele pela urina.
Síndrome metabólica: conjunto de riscos cardiovasculares trazidos pela resistência à insulina e pela obesidade, especialmente na região da cintura. É diagnosticada se alguns o paciente tiver alguns dos fatores destes:
Circunferência da cintura acima de 102 centímetros nos homens e maior do que 88 centímetros nas mulheres.
Nível de triglicérides no sangue acima de 150mg/dL
Colesterol bom abaixo de 40 mg/dL nos homens e menor do que 50 mg/dL nas mulheres
Hipertensão
Glicose de jejum maior do que 110 mg/dL