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HPV anal: tratamento envolve pomadas e cirurgia

Entenda a diferença deste para o acometimento genital e quais os cuidados

O Papiloma Vírus Humano (HPV) anal se manifesta por verrugas que acometem a região perianal, canal anal e região urogenital. A transmissão se dá por contato direto, seja por sexo oral, vaginal ou anal. Pode haver transmissão apenas por contato manual na região anal. A transmissibilidade é consideravelmente maior quando da presença das verrugas. Porém, há indivíduos com lesões subclínicas, as quais não são visíveis a olho nu, que também podem transmitir o vírus numa taxa de 25%. Compartilhamento de toalhas ou roupas íntimas podem também transmitir, porém, numa taxa infinitamente menor.

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O uso do preservativo (camisinha) pode não evitar a transmissão, pois pode haver verrugas na bolsa escrotal, vulva, boca e pubis

Além disso, o HPV vaginal ou peniano pode se tornar uma contaminação anal. A simples manipulação manual e com objetos podem "carregar" as lesões da região genital para a região anal, e vice-versa. Além disso, durante as relações sexuais há contato com secreções, objetos e mãos, podendo produzir esse tipo de transmissão.

Na maioria das vezes, o sistema imune consegue combater de maneira eficiente esta infecção alcançando a cura, com eliminação completa do vírus, principalmente entre as pessoas mais jovens. Porém, quando há presença das verrugas, deve-se lançar mão dos tratamentos tópicos e cirúrgico o mais breve possível, bem como voltar a buscar terapêutica logo que se observe qualquer recidiva. Deve-se acompanhar o paciente com consultas e exames periódicos até se ter certeza que o tratamento foi efetivo e não há mais verrugas.

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O tratamento do HPV anal não é diferente daquele aplicado nas outras regiões íntimas quando há apenas o acometimento da margem anal (região perianal). Quando as lesões acometem o canal anal e o reto distal, a preferência é pelo tratamento cirúrgico com remoção e eletrocoagulação das lesões de maneira direcionada e criteriosa, a fim de não se produzir estenose (estreitamento) anal, bem como para reduzir o índice de recidivas.

Nos casos de acometimento apenas da região perianal (margem anal) há inúmeros tratamentos, como a aplicação local de podofilina e do ácido tricloroacético, cremes imunomoduladores (Imiquimode, Cidofovir), injeção local de interferon alfa, crioterapia, laser e eletrocoagulação. Quando há o acometimento do canal anal e reto distal tenho preferência pelo tratamento cirúrgico com o eletrocautério, método mais utilizado pela maioria dos coloproctologistas.

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Após o tratamento, é necessário adotar algumas medidas para que o HPV não retorne. Deve-se obrigatoriamente examinar o parceiro sexual, a fim de tratar eventuais lesões e evitar retransmissão. O uso do preservativo (camisinha) pode não evitar a transmissão, pois pode haver verrugas na bolsa escrotal, vulva, boca e pubis. Os exames periódicos pelo coloproctologista ajudam a detectar recidivas precoces. Apesar de muito menos frequente que no colo uterino, o HPV também pode causar câncer do ânus. Há especulações de que o uso de imunomoduladores tópicos (Imiquimode) após o tratamento cirúrgico possa contribuir para se evitar as recorrências, porém, sem ainda evidência científica. O mesmo ocorre com a vacina, atualmente indicada com maior grau de evidência apenas para aqueles que ainda não entraram em contato com o HPV.