Reposição hormonal aumenta o risco de câncer de mama em mulheres?

Especialista explica os riscos e para quem a terapia de reposição hormonal não é indicada

A reposição hormonal aumenta os risco de uma mulher desenvolver câncer de mama pois as células mamária são diretamente estimuladas pelos hormônios sexuais femininos, fazendo com que elas permaneçam em um estado proliferativo de forma artificial após a menopausa. Este estímulo hormonal contínuo pode fazer com que uma célula mamária saudável desenvolva mutação neste processo replicativo, gerando uma célula mamária doente e, a partir daí, poder vir a desenvolver um câncer de mama.

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O uso de estrógeno de forma isolada pouco influencia no risco do desenvolvimento do câncer de mama, mas está associado ao risco de desenvolver câncer de endométrio.

A reposição hormonal se dá fundamentalmente pela reposição de estrógeno e/ou progesterona. A reposição hormonal mais relacionada ao câncer de mama é aquela na qual há a utilização de hormônios associados, ou seja, comprimidos contendo a combinação de estrógeno e de progesterona.

Conforme dados de um grade estudo americano chamado WHI (Women?s Health Initiative) o uso de estrógeno de forma isolada pouco influencia no risco do desenvolvimento do câncer de mama, mas está associado ao risco de desenvolver câncer de endométrio.

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Contraindicações da reposição hormonal

Devido ao potencial da terapia de reposição hormonal aumentar o risco de câncer de mama, estes medicamentos são contraindicados em pacientes com alto risco de desenvolverem a doença seja baseada na história familiar (parentes de primeiro ou segundo grau ou outros familiares com câncer de mama em idade precoce, homem com câncer de mama, parentes com câncer de ovário) ou por terem sabidamente um gene defeituoso que predispõem a ter câncer de mama, como no caso da atriz americana Angelina Jolie (BRCA1 ou BRCA2).

Exames

Mulheres que são indicadas para a reposição hormonal e fazem uso da terapia, em geral, são pacientes de baixo risco para câncer de mama, e apesar da reposição hormonal aumentar este risco, as sociedades médicas não recomendam exames de imagem com maior frequência e em menor intervalo de tempo para as pacientes assintomáticas e com exames de imagem normal.

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O mais adequado seria fazer acompanhamento com um profissional da área, preferencialmente com o mastologista, bem como a realização de mamografia anualmente, mas de forma sistemática, ou seja, não atrasar a realização deste exame. Em alguns casos o mastologista poderá solicitar uma ultrassonografia mamária complementar pois, com a reposição hormonal, as mamas podem se manter densas apresentando uma limitação para a detecção de nódulos pela mamografia.