Como tratar o Sangramento Uterino Anormal (SUA)

Menstruação muito longa ou sangramentos fora desse período merecem ser analisados com cautela

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 30/10/2015

Dr. Fabio Laginha
Ginecologia e Obstetrícia - CRM 42141/SP
especialista minha vida

Muitas pessoas confundem a menorragia e a hipermenorreia, então vamos primeiro às definições. Menorragia é o sangramento fora do período menstrual. Já a hipermenorreia é o sangramento prolongado na menstruação. Portanto, são dois sintomas que podem significar diagnósticos diferentes.

Atualmente, preferimos o termo Sangramento Uterino Anormal ou SUA, que pode estar correlacionado com o ciclo menstrual ou não. Para identificar esse tipo de sangramento devemos, primeiro, excluir qualquer possibilidade de gravidez que possa confundir o diagnóstico, como: abortamento, gravidez ectópica e outros sangramentos do início da gestação ou pós-parto.

Existem inúmeras causas de SUA e precisamos, com exame clínico, de imagens e laboratoriais, determinar cada caso.

Os problemas subagudos e agudos de sangramento devem ser avaliados para a necessidade de alguma intervenção para cessar a perda de sangue. Já os casos crônicos, após avaliação clínica, normalmente não necessitam intervenção imediata e são tratados ambulatorialmente.

Causas

  • Pólipos: bolinhas que se assemelham a cistos e que podem se formar nas paredes do útero
  • Miomas: são tumores não cancerosos do útero, que muitas vezes aparecem durante a idade fértil
  • Doenças malignas do útero, colo e endométrio
  • Adenomiose:é o crescimento do endométrio em permeio das fibras do miométrio
  • Alterações do endométrio, como infecção / inflamação
  • Coagulopatiasdificuldade de coagular o sangue
  • Disfunção ovarianacom alterações da ovulação na adolescente,pré-menopausa, estresse, ovário policístico etc
  • Latrogênica: os casos mais comuns são o uso inadequado de pílulas, hormônios, DIU, anticoagulantes, etc.

Não é raro encontrarmos a existência de uma ou mais causas de SUA. Para fazer o diagnostico e avaliarmos adequadamente a paciente, precisamos lançar mão do exame clínico e laboratorial. Necessitamos de exames de imagem como a Ultrassonografia Pélvica e Transvaginal e a Ressonância Magnética.

É interessante também a avaliação hormonal da ovulação e suas fases para excluir alguma coagulopatia, investigar a estrutura da cavidade uterina e do endométrio, lançando mão, se necessário, da Histeroscopia, que avalia, com uma câmera, a parte interna do útero.

SUA, portanto, compreende inúmeras patologias, que devem ser primeiro diagnosticadas para que seja feito um tratamento objetivo e correto. O aumento da intensidade do fluxo menstrual, compromete a qualidade de vida da paciente tanto pelo sangramento em si como pelo seu maior efeito, a anemia.

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