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HPV: existe outra forma de prevenção além da camisinha?

Entender as formas de transmissão e vacinação precoce evitam complicações

Existem mais de cem tipos de papillomavirus (HPV), que podem infectar a pele ou a mucosa, e cada tipo de HPV tem preferência por este ou aquele tecido.

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A forma de transmissão mais frequente é o sexo vaginal e anal, muito embora sexo sem penetração e sexo oral, bem como penetração com dedos ou objetos também sejam vias de transmissão do HPV.

Por este motivo, o uso de preservativos não é suficiente para prevenir a infecção pelo HPV. Além disso, quanto maior o número de parceiros sexuais, maior o risco de infecção por este vírus.

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O que fazer para se proteger?

Sem dúvida o sexo com camisinha é uma excelente forma de se proteger contra a maioria das doenças sexualmente transmissíveis - como o HIV, gonorreia e sífilis - e também de uma gravidez não desejada. Mas, no caso do HPV, as vacinas fazem um papel importante também:

Existem três vacinas comercialmente disponíveis, para prevenir a infecção pelo HPV:

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Quando usar a vacina

No Brasil, a recomendação da vacina é para meninas entre 9 e 13 anos. Ela é indicada ANTES do início da vida sexual de meninas e meninos. A vacina pretende, ao proteger contra infecção pelo HPV, em especial pelos tipos 16 e 18, mais frequentemente associados a neoplasias de trato genital feminino, anal e oral, também diminuir a ocorrência destes tipos de câncer.

Como a infecção pelo HIV faz com que a infecção pelo HPV seja mais duradoura e tenha se demonstrado, neste grupo de pessoas, maior incidência de câncer de vulva e neoplasia intraepitelial cervical (NIC), meninas e mulheres infectadas pelo HIV com idade entre 9 e 26 anos também devem receber as 3 doses da vacina quadrivalente contra HPV.

Embora a vacina esteja liberada para uso em meninos, para eles a vacina só é disponível na rede privada.

Quem já tem vida sexual ativa pode se vacinar?

A vacina é segura e tem como efeito adverso mais frequente dor no local da injeção. Embora a eficácia seja maior se a vacina for realizada antes do contato com o HPV (daí a indicação de vacinação antes do início da vida sexual), não há contraindicação para vacinar após o início da vida sexual ou mesmo se a pessoa já foi infectada pelo HPV.

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A vacina contra o HPV, assim como a vacina contra hepatite B, que os bebês recebem já na maternidade, previne infecção contra doença sexualmente transmissível que eventualmente pode facilitar o desenvolvimento de câncer na vagina, ânus, pênis e boca. Vacinar nossos filhos é protegê-los contra um risco que poderá vir a acontecer no futuro. A mim, parece uma boa herança a se deixar.

Mais informações sobre o HPV

Transmissão

A transmissão se dá por contato de pele, com as verrugas características do HPV. Já as lesões no colo do útero, bem com as verrugas genitais ou anais (condilomas) são transmitidas pelo contato sexual, oral, genital ou anal.

A passagem pelo canal de parto pode também infectar o trato respiratório de bebês, causando papilomatose respiratória, um tumor benigno na laringe, que pode causar rouquidão e em alguns casos, obstrução das vias respiratórias.

Complicações do HPV

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Alguns tipos de HPV, como o 16 e o 18, estão diretamente relacionados a maior risco de lesões pré-cancerosas ou mesmo carcinoma (cânceres) de vagina, vulva, colo de útero, pênis, canal anal e de boca.